Joinville recebe primeira remessa com 9,5 mil comprimidos de cloroquina

Expectativa é de que o município receba mais 20 mil comprimidos do Ministério da Saúde

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Redação ND Joinville

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Após enviar nota aos médicos da rede pública permitindo o uso de cloroquina no tratamento precoce à Covid-19, a Secretaria Municipal de Saúde de Joinville recebeu a primeira remessa do medicamento.

Expectativa é de que o município receba nova remessa do Ministério da Saúde – Foto: Folha de Pernambuco/R7/Divulgação/NDExpectativa é de que o município receba nova remessa do Ministério da Saúde – Foto: Folha de Pernambuco/R7/Divulgação/ND

O município recebeu 9,5 mil comprimidos e a expectativa é de que outros 20 mil sejam enviados pelo Ministério da Saúde. Nesta semana, a secretaria trabalha para definir os protocolos que deverão ser seguidos pelos médicos na prescrição e tratamento com a cloroquina.

As informações iniciais são de que os pacientes com sintomas da Covid-19 que procurarem a unidade de saúde passarão por avaliação médica. O profissional é quem vai definir se o paciente se encaixa nos critérios adotados para utilização do medicamento. Entre as pessoas que não deverão ser tratadas com a cloroquina estão os pacientes com histórico de problemas cardíacos.

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A secretaria reforça, ainda, que os pacientes passarão por exames antes de iniciar o tratamento. A retirada do medicamento, para os pacientes que estiverem dentro dos critérios, será realizada em uma das 10 unidades de saúde que receberão lotes do medicamento. Só que a secretaria ainda não divulgou quais serão as unidades que farão essa distribuição.

OMS suspendeu testes clínicos com cloroquina

Apesar da adoção do medicamento, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) não há conclusão sobre a eficácia da cloroquina no tratamento. No dia 17 de junho, a OMS chegou a suspender os testes clínicos com a cloroquina e com a hidroxicloroquina. Em Santa Catarina, uma carta aberta foi publicada repudiando o uso de “protocolos de tratamento precoce da Covid-19 desprovidos de fundamentos científicos”.

O documento foi assinado por diversos setores de saúde da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), pela Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), Sociedade Brasileira de Bioética, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Sociedade Brasileira de Virologia e Associação Catarinense de Plantas Medicinais.

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