Praticamente todos os casos de dengue autóctones, registrados em Santa Catarina neste ano, estão em Joinville, segundo dados da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). Só em 2021, a cidade localizada no Norte do Estado já conta com 5.048 casos, o que representa 86,7% do total.
Situação da dengue é considerada epidêmica na cidade – Foto: Freepik/ReproduçãoSegundo a diretoria, entre os dia 3 e 15 de maio, foram identificados 37.021 focos do mosquito Aedes aegypti em 216 municípios catarinenses. Comparando ao mesmo período de 2020, houve um aumento de 104,3% no número de focos detectados – 18.119 em 183 cidades.
Em relação à situação entomológica, 113 municípios são considerados infestados com o mosquito. Em comparação ao último boletim, houve a inclusão do município de Garuva, também no Norte, como infestado.
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Lista de cidades consideradas infestadas com o mosquito em Santa Catarina – Foto: Dive/DivulgaçãoMais de 6 mil casos já foram confirmados em SC
Segundo o boletim da Dive, até o dia 15 de maio, foram notificados 16.263 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 6.027 foram confirmados, 148 são inconclusivos, 4.572 foram descartados depois do resultado negativo e 79 são indeterminados.
Dos confirmados, 5.822 são autóctones – transmissão dentro do Estado -, 31 importados – transmissão fora do Estado -, 95 o local de transmissão ainda está em investigação e 79 são indeterminados.
Lista de cidades com casos autóctones – Foto: Dive/DivulgaçãoAlém disso, três mortes já foram registradas, todos elas em Joinville, onde a situação é considerada epidêmica. Inclusive foi identificada a circulação de duas variantes da dengue na cidade: DENV1 e DENV2. Esses mesmos sorotipos também são encontrados em Camboriú, na Foz do Rio Itajaí.
Já nos municípios de Chapecó e Seara está circulando o sorotipo DENV1 e em Balneário Camboriú, Florianópolis e Itajaí, o DENV2.
Sobre a questão da epidemia, ela também é considerada no município de Santa Helena, no Extremo-Oeste. A cidade conta com 33 casos autóctones e a taxa de incidência é de 1.500 casos por 100 mil/hab. A OMS (Organização Mundial da Saúde) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.
Por fim, na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram notificados 11.868 casos, há um aumento de 37% nas notificações em 2020. Já em relação aos casos confirmados, há uma queda de 20% em relação ao mesmo período no ano passado, quando eram 7.526.
Lista de cidades com casos importados da dengue – Foto: Dive/DivulgaçãoChikungunya e Zika Vírus
A Dive também divulgou informações sobre a situação da Febre Chikungunya e Zika Vírus no Estado. Até o dia 15 de maio, foram confirmados 15 casos da Chikungunya, sendo sete autóctones, seis importados e dois em investigação sobre o local de contaminação.
Já em relação ao Zika Vírus, nenhum caso foi confirmado no Estado até o momento.
Como evitar a proliferação do Aedes aegypti?
- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
- Mantenha lixeiras tampadas;
- Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
- Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
- Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
- Mantenha ralos fechados e desentupidos;
- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
- Retire a água acumulada em lajes;
- Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
- Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
- Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
- Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
- Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.