Uma mensagem a respeito de novas medidas restritivas relacionadas à Covid-19 em Joinville tem circulado pela internet nos últimos dias. As ações teriam relação com o avanço da variante Delta e a alta ocupação de leitos no município, o que deixou os joinvilenses preocupados.
Mensagens sobre novas medidas circularam nas redes sociais – Foto: Pixabay – Foto: PixabayMas embora a cidade seja realmente a que tem o maior número de registros da variante em Santa Catarina e não haja leitos de UTI Covid adulto disponíveis no município, as novas medidas elencadas na mensagem não estão previstas, de acordo com a prefeitura.
Na mensagem, que algumas vezes foi até atribuída à posição oficial da prefeitura de Joinville, fala-se em um novo decreto, com medidas de contenção em ambientes de trabalho e campanha para reduzir as reuniões entre amigos e familiares.
SeguirApesar disso, segundo o município, as reuniões recentes relacionadas ao controle da pandemia do coronavírus não preveem restrições como essas e, assim, não há previsão de que ocorram.
Prefeitura não divulgou nenhuma nova medida restrititiva – Foto: Carlos Jr/NDIndicadores de Joinville preocupamJoinville não sai do nível gravíssimo na avaliação de risco feita pelo Estado há cerca de dois meses e é a única região que se mantém no nível mais alarmante para a Covid-19 em Santa Catarina.
O principal indicador que mantém a cidade na situação é a alta ocupação de leitos. Segundo o governo estadual, os hospitais do município estão lotados, sem leitos de UTI destinados a adultos para tratar a doença.
Para ter uma noção do cenário joinvilense, basta compará-lo à segunda região com maior índice de ocupação, o Grande Oeste, cuja ocupação de leitos de UTI adultos para Covid é de 52,03%.
A transmissibilidade é outro aspecto que preocupa, já que os casos ativos também vêm aumentando com mais intensidade. Conforme dados do Estado, Joinville tem 2.406 casos ativos, mais que o dobro de Chapecó, que tem 973 e é o segundo município com maior número de casos.
A prefeitura de Joinville reativou o gabinete de crise para tratar do cenário e estuda isolar todos os pacientes com sintomas gripais, já que esses sinais se assemelham aos provocados pela variante Delta.
Além disso, uma campanha deve ser iniciada para reforçar as orientações em relação ao uso de máscara e cuidado com sintomas. Outra ação já divulgada é a realização de um mutirão para vacinar quem está com a aplicação da segunda dose atrasada.