Joinville vai mandar mensagens para evitar ‘fujões’ da 2ª dose

Após um período de queda, número de pessoas que não retornaram para completar o esquema vacinal volta a subir no município

Sofia Mayer Joinville

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Cerca de 2,2 mil pessoas não retornaram para a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Os números, atualizados nesta quinta-feira (29), preocupam o município, que está formulando estratégias para diminuir a quantidade de “fujões”.

Uma das ações previstas é o envio de mensagens de texto aos pacientes. A ideia é justamente lembrá-los da data de retorno agendada junto às unidades de Saúde.

Prefeitura de Joinville vai buscar novas estratégias para evitar "fujões" da 2ª dosePrefeitura de Joinville vai buscar novas estratégias para evitar “fujões” da 2ª dose – Foto: Govsp/Divulgação/ND

O projeto está em processo de finalização e ainda não há data para começar a ser executado.

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A prefeitura antecipa, no entanto, que a ideia é fazer o alerta a todas as pessoas que registraram números telefônicos no momento do cadastro para a vacina. No momento, já existe uma busca ativa por ligação telefônica, mas “a ideia é evoluir”.

A segunda dose é considerada atrasada para o sistema do município quando há falta no horário previamente agendado no momento da primeira aplicação.

Números já foram maiores

A quantidade de “fujões” já chegou a ser maior em Joinville, somando cerca de 3 mil em junho. Depois desse pico, o número caiu para pouco mais de 1 mil. O novo aumento para 2,2 mil causa preocupação ao município.

A apreensão é justificada por especialistas, que ressaltam a necessidade da segunda dose para garantir a imunidade conta a Covid-19.

Para o portal ND+, Fabrício Augusto Menegon, epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Pública da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), já havia reforçado que, quando há um contingente de pessoas que não retorna para a aplicação da segunda dose, a estratégia de imunização do Estado acaba sofrendo consequências.

“Se o número de pessoas que não voltaram para a imunização completa continuar aumentado e passar, por exemplo, dos 20%, teremos um grande risco de não conseguirmos frear a pandemia. Comprometeria a imunidade coletiva e a volta à normalidade”, alertou.

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