Cerca de 2,2 mil pessoas não retornaram para a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Os números, atualizados nesta quinta-feira (29), preocupam o município, que está formulando estratégias para diminuir a quantidade de “fujões”.
Uma das ações previstas é o envio de mensagens de texto aos pacientes. A ideia é justamente lembrá-los da data de retorno agendada junto às unidades de Saúde.
Prefeitura de Joinville vai buscar novas estratégias para evitar “fujões” da 2ª dose – Foto: Govsp/Divulgação/NDO projeto está em processo de finalização e ainda não há data para começar a ser executado.
SeguirA prefeitura antecipa, no entanto, que a ideia é fazer o alerta a todas as pessoas que registraram números telefônicos no momento do cadastro para a vacina. No momento, já existe uma busca ativa por ligação telefônica, mas “a ideia é evoluir”.
A segunda dose é considerada atrasada para o sistema do município quando há falta no horário previamente agendado no momento da primeira aplicação.
Números já foram maiores
A quantidade de “fujões” já chegou a ser maior em Joinville, somando cerca de 3 mil em junho. Depois desse pico, o número caiu para pouco mais de 1 mil. O novo aumento para 2,2 mil causa preocupação ao município.
A apreensão é justificada por especialistas, que ressaltam a necessidade da segunda dose para garantir a imunidade conta a Covid-19.
Para o portal ND+, Fabrício Augusto Menegon, epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Pública da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), já havia reforçado que, quando há um contingente de pessoas que não retorna para a aplicação da segunda dose, a estratégia de imunização do Estado acaba sofrendo consequências.
“Se o número de pessoas que não voltaram para a imunização completa continuar aumentado e passar, por exemplo, dos 20%, teremos um grande risco de não conseguirmos frear a pandemia. Comprometeria a imunidade coletiva e a volta à normalidade”, alertou.