Após duas semanas de queda, o número de casos ativos da Covid-19 voltou a subir em Joinville, no Norte do Estado.
Segundo dados disponibilizados pelo site da Prefeitura, nesta quarta-feira (13), a cidade conta com 3.204 pacientes ainda em recuperação – 71% a mais se comparado há sete dias atrás, quando eram 1.863.
Cidade registrou aumento de 71% no número de casos ativos em relação a última semana – Foto: Carlos Júnior/NDO ND+ fez uma análise levando em conta os dados, disponibilizados pelo município, em cinco datas:
Seguir- 17 de dezembro, uma semana antes do Natal;
- 24 de dezembro, véspera de Natal;
- 30 de dezembro, na semana do Ano Novo;
- 7 de janeiro, quinze dias após o Natal;
- 13 de janeiro, 15 dias após o Ano Novo.
No levantamento, foi possível perceber que, nas duas semanas onde ocorreram os feriados (24 e 30 de dezembro), a cidade registrou uma queda nos casos ativos em relação ao dia 17: foram 2.666 e 856, respectivamente, contra 6.783, registrados na primeira data.
Porém, ao analisar as semanas que correspondem o período pós festas, de 7 a 13 de janeiro, os casos voltaram a subir, com 1.863 e 3.204 em cada data.
Infogram
Segundo o secretário de saúde de Joinville, Jean Rodrigues, a cidade já recebeu “a carga” de casos até o dia 26 de dezembro e que, o aumento de agora, reflete o resultado das festas de final de ano.
“A nossa expectativa é de que haja uma aceleração nos casos, já que houveram as aglomerações. Isto está sendo monitorado pela secretaria, já que essa aceleração pode refletir em internação hospitalar, que deve vir mais para frente”, afirma.
Rodrigues afirma que a projeção é de que janeiro haja um número maior de casos do que dezembro, quando o município teve recorde nos ativos em apenas um mês – foram 12.419, 83% maior que julho, segundo mês com mais casos em 2020.
“No fim do ano nós tivemos um grande desafio onde as pessoas não procuraram os serviços de saúde e, consequentemente, não fizeram o diagnóstico, se tratando em casa ou não. Agora, em janeiro, eles procuraram as unidades, onde o diagnóstico é feito. Então, a nossa análise é que esse mês pode sim ter mais casos ativos do que dezembro”, pontua.
Situação “gravíssima” deve permanecer até fevereiro
Nesta quinta-feira (11), Joinville contava com 96% dos leitos públicos de UTI adulto, destinados para Covid-19, ocupados. Apenas três estão disponíveis. Apesar disso, o reflexo no número de internações devem ocorrer entre o fim de janeiro e início de fevereiro.
“O nosso mês ainda de gravíssimo é fevereiro. Como não temos nenhum outro evento grande, que incita a aglomeração, a tendência é de queda de casos a partir do mês seguinte (março)”, afirma.
Em relação ao Carnaval, o assunto ainda não foi abordado dentro do plano de contingência da doença. Porém, na próxima semana, o grupo fará uma reunião para discutir os próximos passos a serem tomados em relação aos meses de fevereiro, março e abril.
Apesar do possível aumento nos próximos dias, a secretaria não estuda novas restrições.
Aventureiro lidera com maior número de ativos
Ao menos 11 bairros de Joinville tem mais de cem casos ativos. O Aventureiro continua liderando com o maior número de pacientes: 258. Em seguida vem o Costa e Silva (216) e o Iririu (158), segundo Painel Covid-19 de Joinville.
Outro dado que chama atenção é a quantidade de casos suspeitos, ou seja, que aguardam o resultado dos exames RT/PCR. São 4.186 pessoas, sendo que 13 bairros tem mais de cem pessoas com suspeita da Covid-19.
Veja a situação por bairro:
Mapa de risco com pontuação máxima
Na nova atualização do mapa de risco da Covid-19, da Secretaria de Estado da Saúde, a região Nordeste, onde fica Joinville, obteve o pior índice do Estado, com todos os indicadores na pontuação máxima.
Sobre essa situação, Rodrigues afirma que a Prefeitura está contestando um dos dados, já que pela análise da secretaria, a pontuação seria menor que a apresentada pelo mapa.
“Pela nossa análise, o índice está alto, mas não no limite. Porém, isso não quer dizer que nosso momento não esteja ruim. Não é isso. É só porque, como a matriz é muito sensível, então se tem um dado equivocado, ela apresenta um outro cenário, que acaba afetando nas medidas restritivas”, diz.
Confira a pontuação de todas as regiões do mapa de risco da Covid-19 – Foto: Governo de SC/Divulgação