Leitos de UTI para Covid-19 poderão ser utilizados para acelerar fila de cirurgias em SC

Estado tem 811 leitos de UTI ativos para tratamento de pacientes com Covid-19, sendo que apenas 39% está ocupado; mais de 100 mil pessoas aguardam ser chamados para cirurgia

Redação ND Florianópolis

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Os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratamento de pacientes com Covid-19 poderão ser usados para acelerar a fila de pacientes que aguardam cirurgias eletivas em Santa Catarina.

SC tem ocupação de 35,58% dos leitos ativos para tratamento de pacientes com Covid-19 – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDSC tem ocupação de 35,58% dos leitos ativos para tratamento de pacientes com Covid-19 – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

O assunto foi debatido em reunião entre o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e o Ministério da Saúde na última quinta-feira (28).

Além das pautas relativas à pandemia, como o Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação Covid-19, os gestores abordaram a incorporação de leitos de UTI Covid na Rede de Atenção.

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Assim como o aumento do valor da diária das diárias de leito de UTI custeada pelo ente federal, ocasião em que os presidentes do Conass, Carlos Lula, e do Conasems, Wilames Freire, entregaram ao secretário executivo do MS, Rodrigo Cruz, ofício conjunto com o pleito das instituições.

“Sabemos do nosso déficit histórico de UTI no País e que esse não é um problema simples de ser resolvido porque demandamos sobretudo, de mais recursos para a saúde pública, mas acredito que temos condições de, no ano que vem, ter um grande legado a partir do Ministério da Saúde na entrega desses leitos de maneira definitiva para o SUS e para a população brasileira”, disse Carlos Lula.

Ao receber o documento, Rodrigo Cruz afirmou que o ministério irá se empenhar juntamente com estados e municípios para que se discuta o melhor cenário para a incorporação desses leitos ao conjunto de leitos de UTI já existentes.

“Um dos ensinamentos da pandemia é que de fato precisamos ter uma estrutura preparada para dar conta dessas emergências. Nada mais justo que mantenhamos uma parte desses leitos em funcionamento. Recebemos esse pleito com responsabilidade e iremos analisar sempre dialogando com os entes para encontrarmos a melhor solução”, relata o secretário executivo.

A SES (Secretaria de Estado da Saúde) afirma que a iniciativa beneficiaria o sistema de saúde de Santa Catarina para agilizar a demanda de cirurgias.

De acordo com a pasta, aproximadamente 103 mil pessoas aguardam um procedimento cirúrgico. Ainda conforme a SES, houve o crescimento na fila por conta do foco para o combate da pandemia do coronavírus.

Atualmente, Santa Catarina tem 811 leitos ativos para tratamento de pacientes com Covid-19. De acordo com o painel de leitos de UTI SUS, atualizado na manhã desta sexta-feira (29), 39,58% das unidades estavam ocupadas, ou seja, 321.

Enquanto isso, 490 seguem disponíveis para tratamento em Santa Catarina. Ainda conforme o painel, o Estado cona com 824 leitos ativos para tratamento geral.

Flexibilização do uso de máscaras em SC

O governador Carlos Moisés (sem partido) disse nesta sexta-feira (29) que a desobrigatoriedade do uso das máscaras em ambientes abertos e ventilados deve ser anunciada até a próxima semana.

Há um grupo da SES (Secretaria de Estado da Saúde) com técnicos e servidores que discute as ações referentes à flexibilização. “Nesta semana ou no mais tardar na semana que vem vamos anunciar flexibilização”, afirmou Moisés ao repórter Stêvão Limana, da NDTV.

De acordo com o governo, os índices de vacinação serão essenciais para a elaboração das regras. O decreto só será editado a partir da revogação da Lei Federal nº 14.019/2020, que obriga o uso do equipamento de proteção em todo o território nacional, tanto em ambientes fechados quanto abertos.

Secretaria de Estado da Saúde está desenvolvendo os regramentos segundo as indicações epidemiológicas.

“Compreendemos que estamos em um novo momento de enfrentamento à pandemia. O uso de máscaras mostrou sua eficácia. Com o avanço da vacinação e com nossa população cada vez mais protegida, porém, percebemos que a flexibilização seja possível”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

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