O que é leucemia mieloide aguda, doença que afeta Fabiana Justus

LMA é uma das formas mais agressivas de leucemia; veja quais os sintomas, diagnóstico e tratamento

Daiane Nora Florianópolis

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A influenciadora digital Fabiana Justus recentemente usou suas redes sociais para compartilhar sua decisão de raspar os cabelos diante do tratamento contra a leucemia mieloide aguda (LMA).

O que é leucemia mieloide aguda

A leucemia mieloide aguda é uma doença caracterizada pela produção rápida e descontrolada de células anormais na medula óssea.

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Essas células, conhecidas como blastos, impedem a formação de células sanguíneas saudáveis, essenciais para o funcionamento do organismo. O resultado é uma rápida deterioração da saúde do paciente.

Foto mostra Fabiana Justus careca devido a leucemia mieloide agudaFabiana Justus fala sobre a doença nas redes sociais – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Sintomas de leucemia mieloide aguda

Os sintomas da LMA podem se manifestar de forma súbita. Os pacientes frequentemente experienciam anemia, caracterizada por fadiga, falta de ar e tonturas, devido à reduzida contagem de hemácias.

Pacientes com leucemia mieloide aguda frequentemente relatam febre e intensa sudorese, sintomas que podem ser causados tanto pela leucemia quanto por infecções.

A baixa produção de leucócitos pode levar a infecções frequentes e febre, enquanto a diminuição de plaquetas resulta em tendência a hematomas, sangramentos e petéquias (manchas vermelhas na pele).

Outro sinal da LMA é o inchaço das gengivas e o aparecimento de pequenas protuberâncias na pele, gengivas ou ao redor dos olhos, resultado da proliferação das células leucêmicas.

Sintomas adicionais incluem perda de apetite, perda de peso sem motivo aparente e aumento do tamanho do baço e do fígado, que podem contribuir para o desconforto abdominal.

Leucemia mieloide aguda atrapalha na formação de células sanguíneas saudáveis – Foto: Kjpargeter/FreepikLeucemia mieloide aguda atrapalha na formação de células sanguíneas saudáveis – Foto: Kjpargeter/Freepik

Diagnóstico

Os fatores de risco associados à leucemia mieloide aguda variam desde predisposições genéticas, até exposições ambientais a produtos químicos perigosos e radiação.

O diagnóstico da LMA geralmente começa com um hemograma completo que detecta anormalidades nas células sanguíneas, sugerindo a necessidade de exames mais específicos.

Um mielograma, que examina uma amostra da medula óssea, é crucial para confirmar a presença de células anormais. Testes complementares ajudam a detalhar o tipo de leucemia e orientar o tratamento.

Tratamento

O tratamento da leucemia mieloide aguda foca na quimioterapia para destruir as células leucêmicas, dividida em fases de indução, para remissão da doença, e consolidação, para evitar recidivas.

Para alguns pacientes, especialmente aqueles com alto risco de recorrência, um transplante de medula óssea pode ser recomendado após a quimioterapia para oferecer melhor chance de cura a longo prazo.

Terapias alvo específicas também são utilizadas para tratar subtipos de LMA com mutações genéticas particulares, permitindo tratamentos mais direcionados com potencialmente menos efeitos colaterais.

Fabiana Justus grava vídeo cortando o cabelo – Vídeo: Reprodução/Redes Sociais

Recorrência da LMA

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), as leucemias de forma geral têm cerca de 10 mil diagnósticos anuais no Brasil, com a LMA sendo uma das formas mais comuns entre adultos.

Apesar de sua prevalência, a doença é considerada rara. O risco médio de alguém apresentar a doença durante a vida é de aproximadamente 1%.

A leucemia mieloide aguda afeta predominantemente indivíduos com mais de 45 anos, apresentando uma média de idade de 68 anos nos pacientes.

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