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Leucemia: quais são os sinais do câncer mais comum na infância

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O câncer representa a primeira causa de óbito por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos – Foto: Divulgação/NDO câncer representa a primeira causa de óbito por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos – Foto: Divulgação/ND

Segundo o INCA, Instituto Nacional de Combate ao Câncer, o câncer representa a primeira causa de óbito por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. A leucemia representa 28% dos cânceres nessa faixa etária, e a leucemia linfoide aguda (LLA), responsável por cerca de 75% dos casos.

Como já falamos por aqui, o câncer infantil é diferente do câncer na idade adulta.

Não existe prevenção e, sim, o diagnóstico precoce. Por isso, a consulta com o pediatra é tão importante e deve ser frequente. Quando a doença é diagnosticada e tratada no início, a chance de cura é de 80%.

O que é leucemia infantil

Leucemia atinge o sangue através da medula óssea – Foto: Divulgação/NDLeucemia atinge o sangue através da medula óssea – Foto: Divulgação/ND

Leucemia é o câncer que se origina na medula óssea – tecido que fica no interior dos ossos, onde são produzidas as células do sangue: glóbulos vermelhos, brancos e as plaquetas.

A partir da medula, as células leucêmicas passam a atingir o sangue, podendo se disseminar para os gânglios linfáticos, baço, fígado, testículos, sistema nervoso central e outros.

Nas crianças, a medula ativa pode ser encontrada na maioria dos ossos.

Já entre os adolescentes, ela é encontrada nos ossos planos ou chatos e nas vértebras.

É importante entender que a medula é composta por células-tronco do sangue, células gordurosas e tecidos que auxiliam no crescimento e amadurecimento das células sanguíneas. Quando há a divisão das células tronco do sangue, elas criam uma nova célula-tronco e uma primitiva – que originarão em células maduras cada uma executando a sua função, como glóbulos vermelhos sendo o responsável para levar oxigênio as células, glóbulos brancos, gerando defesa e plaquetas atuando na coagulação.

Em uma criança ou adolescente com leucemia, essas células se tornam anormais, ou seja, deixam de realizar suas funções e se multiplicam com rapidez, ganhando autonomia no lugar das células saudáveis que estão na medula e no sangue.

Tipos de leucemia

Existem três tipos de leucemia: a leucemia aguda, leucemia crônica e a leucemia mielomonocítica juvenil.

Leucemia aguda – A maioria das leucemias infantis são as do tipo aguda, aqui estão as principais:

Leucemia Linfoide Aguda (LLA) – É responsável por aproximadamente 75% dos casos de leucemia infantil. Começa nas células linfoides da medula óssea.

Leucemia Mieloide Aguda (LMA) – É responsável por aproximadamente 25% dos casos de leucemia infantil. Começa nas células mieloides, que formam glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas.

Leucemias híbridas ou mistas – Essas leucemias são raras. Nesse caso, as células têm tanto as características da LLA, quanto da LMA.

Leucemia Linfóide crônica –  Essa leucemia é rara em crianças e adolescentes, é mais lenta do que a leucemia aguda e é mais difícil de ser curada no público infanto-juvenil.

Leucemia Mieloide Crônica (LMC) – Raramente ocorre em crianças, mas, quando ocorre, o tratamento é semelhante ao de um adulto.

Leucemia Linfoide Crônica (LLC) – É muito rara em crianças.

Leucemia mielomonocítica juvenil –  Essa é uma leucemia rara e não se caracteriza como crônica ou aguda. Ela tem início nas células mieloides e não se desenvolve rapidamente como as demais leucemias. Ocorre com mais frequência em crianças de até dois anos.

Como identificar a leucemia: sinais e sintomas que são reflexos do comprometimento da doença

Quando a doença é diagnosticada e tratada no início, a chance de cura é de 80% – Foto: Divulgação/NDQuando a doença é diagnosticada e tratada no início, a chance de cura é de 80% – Foto: Divulgação/ND

– Febres e infecções recorrentes devido ao comprometimento da função dos glóbulos brancos saudáveis para combatê-las;

– Palidez devido a anemia;

– Sangramentos pelo nariz e gengivas, devido a queda do número ou disfunção das plaquetas o suficiente para coagular o sangue;

– Sangramentos e hematomas;

– Fraqueza e sensação de cansaço;

– Perda de apetite;

– Dores de cabeça, dificuldade para respirar e tontura;

– Caroços na virilha, axilas ou no pescoço

– Dores nos ossos ou juntas;

– Petéquias: pontos vermelhos que aparecem devido a pequenos sangramentos sob a pele.

Diagnóstico e tratamento

A leucemia representa 28% dos cânceres nessa faixa etária, e a leucemia linfoide aguda (LLA), responsável por cerca de 75% dos casos – Foto: Divulgação/NDA leucemia representa 28% dos cânceres nessa faixa etária, e a leucemia linfoide aguda (LLA), responsável por cerca de 75% dos casos – Foto: Divulgação/ND

O diagnóstico da leucemia infantil pode ser feito a partir de exames. Geralmente, um oncohematologista pediatra, que é especialista em cânceres do sangue, irá analisá-los e confirmar se a criança tem ou não a doença.

No caso de Leucemia Linfoide Aguda (LLA), a mais comum entre crianças e adolescentes, o hemograma do paciente demonstra as células anormais, sendo um espelho da produção da medula adoecida. Depois disso, uma analise da medula é realizada. Nesse caso, uma pequena quantidade de sangue da medula óssea ajudará na investigação e irá confirmar ou não as alterações do exame de sangue.

Depois do diagnóstico, começa o tratamento. O mais usado entre as crianças com leucemia é a quimioterapia. E, para os pacientes com leucemias de alto risco, o transplante de medula óssea pode ser necessário associado com a quimioterapia. Caso seja necessário, a criança também pode passar por outros tratamentos, como cirurgia, imunoterapia e radioterapia.

Durante o tratamento, é muito importante que tanto a família, quanto o paciente se sintam acolhidos, já que muitas mudanças acontecerão em sua rotina. Por isso, o Hospital Dona Helena, em Joinville, conta com uma equipe multidisciplinar que apoia a criança e seus pais ou cuidadores em todo o processo.

Esse time de profissionais é composto por dentistas, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas e também conta com capelania, pois se sabe que toda a ajuda nesse momento é válida.

Para saber mais sobre a área de oncohematologia pediátrica do hospital, a equipe médica e ter acesso, inclusive, a um manual próprio para os pacientes, acesse o site.