O Vale do Itajaí é a região que mais tem cidades onde o uso da máscara deixou de ser obrigatório. Nesta segunda-feira (7) um decreto feito pelo prefeito André Mozer tornou facultativo o uso de máscaras em Indaial. Com isso, a região passa a ter três municípios que tomaram a iniciativa.
Três cidades do Vale do Itajaí tornaram facultativo o uso de máscaras pela população – Foto: Stevão Limana/NDTVAlém de Indaial, as cidades de Ilhota e também Rio do Sul já haviam emitido decretos desobrigando o uso das máscaras de proteção nos municípios. As decisões foram divulgadas na última semana, após o governo do Estado desobrigar o uso para crianças até 12 anos nas escolas estaduais.
A primeira cidade a se posicionar foi Rio do Sul. Na última quinta-feira (3) o prefeito José Thomé, anunciou em um vídeo o fim do uso obrigatório de máscaras, inclusive em ambientes fechados. O decreto deixa a população livre para escolher se utiliza a máscara ou não.
SeguirIlhota anunciou a decisão na sexta-feira (4). Em sua fala, o prefeito Erico de Oliveira, disse no entanto que nada impede que com o surgimento de uma “nova onda”, o município rediscuta a necessidade da utilização do item de segurança contra a Covid-19. Ainda conforme a prefeitura, a regra não se aplica para as pessoas que se encontrem infectadas ou com suspeita de estarem contaminadas.
Decisão repercute entre prefeituras
O prefeito de Ascurra, escreveu neste domingo (6) na internet sobre o tema. A cidade faz limite com Indaial e, conforme o prefeito, não irá liberar os equipamentos de proteção.
Em sua fala, Arão disse que as prefeituras não podem liberar o uso de máscara. Segundo ele, existe um decreto estadual que obriga a utilização da máscara em locais fechados. “As regras municipais não podem ser menos restritivas que as do estado, nem do governo federal.”, comentou.
A mesma posição é tomada por Blumenau, maior cidade do Vale do Itajaí. Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (7) o prefeito Mário Hildebrandt se manifestou sobre a cobrança da liberação.
Na nota o prefeito alegou que “não é uma manifestação de vontade e sim uma manifestação de legalidade, que é meu dever enquanto gestor cumprir. Quem faz a liberação sabe que o faz ilegalmente e corre sérios riscos de responder juridicamente por isso. O Ministério Público estadual já tem agido e instaurado ações contra Prefeitos que agem contra o Decreto Estadual”, alegou.