Líderes fazem pacto para reduzir o número de mulheres grávidas vivendo com HIV até 2030

De acordo com a OMS, foram registrados 160 mil novos casos de Aids em crianças no mundo

Agência Brasil Brasília

Receba as principais notícias no WhatsApp

Ministros e líderes de 12 países africanos fizeram um pacto para acabar com a Aids em crianças e garantir que gestantes tenham filhos livres de HIV até 2030. A reunião ministerial da Aliança Global para Eliminar a Aids em Crianças ocorreu na Tanzânia e marca um passo importante para o combate ao vírus em crianças.

De acordo com a OMS, em 2021, 160 mil novos casos de infecção por HIV foram registrados em crianças.  – Foto: Freepik/Divulgação/NDDe acordo com a OMS, em 2021, 160 mil novos casos de infecção por HIV foram registrados em crianças.  – Foto: Freepik/Divulgação/ND

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), atualmente, em todo o mundo, uma criança morre de causas relacionadas à Aids a cada cinco minutos, enquanto apenas metade das crianças vivendo com HIV utiliza terapias antirretrovirais. O percentual entre adultos é de 76%.

“Vamos trabalhar para impulsionar o progresso nos próximos sete anos, para garantir que a meta de 2030 seja cumprida”, reforçou a OMS.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

De acordo com a Organização, em 2021, 160 mil novos casos de infecção por HIV foram registrados em crianças, que respondem por 15% de todas as mortes relacionadas à Aids no mundo, apesar de representarem apenas 4% do total de pessoas vivendo com HIV no planeta.

Aliança Global

Para o vice-presidente da Tanzânia, Philip Mpango, a Aliança Global é a direção certa e não deve permanecer complacentes.

“Precisamos nos comprometer em avançar como um todo, de forma coletiva. Todos nós, dentro de nossas capacidades, devemos ter um papel a desempenhar para acabar com a Aids em crianças”, afirmou.

Além da Tanzânia, as demais nações que firmaram o pacto são Angola, Camarões, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Quênia, Moçambique, Nigéria, África do Sul, Uganda, Zâmbia e Zimbábue. Os pilares de ação incluem:

– testagem precoce, além de tratamento e cuidados ideais para bebês, crianças e adolescentes;

– redução do número de mulheres grávidas e lactantes vivendo com HIV, para eliminar a transmissão vertical do vírus;

– prevenção de novas infecções por HIV entre adolescentes e mulheres grávidas e lactantes;

– debate sobre direitos, igualdade de gênero e barreiras sociais e estruturais que dificultam o acesso aos serviços.

Tópicos relacionados