Macacos mortos são encontrados no interior do Extremo-Oeste de SC

População deve ficar em alerta e avisar autoridades da saúde caso avistar macacos mortos

Redação ND Chapecó

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Nesta semana, um morador da Linha Fátima, interior de São Bernardino, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, encontrou em sua propriedade um filhote de macaco morto. Os biólogos da regional de Chapecó foram informados e coletaram exames que foram enviados ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) de Florianópolis.

Macaco morto é encontrado por morador no interior de São Bernardino – Foto: Campo Erê/Divulgação/NDMacaco morto é encontrado por morador no interior de São Bernardino – Foto: Campo Erê/Divulgação/ND

O morador informou aos biólogos que estranhou o sumiço do grupo de primatas que frequentava a região. Ele também encontrou outros dois macacos mortos há alguns dias.

Segundo os biólogos, é bem provável que as causas da morte tenha sido provocadas pela febre amarela. A enfermeira da unidade de saúde de São Bernardino, Daniela Ludwig, disse que a situação é preocupante e pede que a população entre em contato com o posto de saúde a fim de certificar se a pessoa já foi imunizada pela vacina da febre amarela.

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“É de suma importância que a população que não foi vacinada, ou a que tem dúvida se ainda não tomou a vacina, que o faça o quanto antes. Crianças de 9 meses devem ser vacinadas, tomando a segunda dose aos 4 anos”, disse Daniela.

Em 2008 a região também teve grande incidência de primatas mortos pela febre amarela, depois disso, não foram mais registradas mortes dessa natureza.

Dive/SC se prepara para o período

De acordo com a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), o período sazonal de transmissão da febre amarela vai de dezembro a maio. Por conta disso, neste mês, as equipes de saúde participaram de uma reunião com o Ministério da Saúde para traçar um plano de ação de prevenção da doença.

Equipe de saúde de Chapecó realizou exames no primata e remeteu ao Lacen de Florianópolis – Foto: Campo Erê/Divulgação/NDEquipe de saúde de Chapecó realizou exames no primata e remeteu ao Lacen de Florianópolis – Foto: Campo Erê/Divulgação/ND

“O objetivo é reforçar mais uma vez as ações de prevenção em Santa Catarina. Acompanhar a circulação do vírus pelo estado, que acontece a partir das notificações das epizootias (morte de macacos). O vírus circulou em algumas regiões de saúde em 2020, e deve percorrer outras áreas no início de 2021, seguindo as rotas dos chamados corredores ecológicos. Entre essas áreas estão o Alto Vale do Itajaí, Serra Catarinense e Oeste”, explica João Fuck, gerente de zoonoses da Dive/SC.

Febre amarela em SC

Em 2020, o estado registrou duas mortes por conta da doença. Uma em Camboriú (fevereiro) e uma em Indaial (março). Os dois casos eram de homens que não tinham registro de vacina. No total, foram confirmados 17 casos de febre amarela em humanos.

Santa Catarina também já tem o registro de 106 mortes de macacos confirmadas por febre amarela até a data do dia 11 de dezembro.

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