Com oito mortes em Santa Catarina e um aumento de 654,8% nos casos prováveis da doença em 2024, a dengue continua assolando todo o Brasil. Até esta sexta-feira (16), segundo a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), já são registrados 13.002 casos prováveis da doença.
Mãe faz apelo e pede ajuda na internet – Foto: Reprodução/@poly_maatias/NDO diagnóstico de dengue
No entanto, para além do que já conhecemos sobre a doença, a mineira Polyana Matias de Sousa, de 18 anos, que aos 15 anos ficou paraplégica ao contrair dengue, mostra outra face da infecção.
A história da jovem já foi contada no portal ND Mais. A doença foi descoberta pela adolescente em maio de 2019, quando Poly, como é chamada por amigos e familiares, apresentou sintomas comuns da dengue. No início, eram febre, dores de cabeça e no corpo.
SeguirNo entanto, cinco dias depois, Poly começou a ter confusão mental, crises convulsivas e vômitos, sendo internada com urgência.
A família mora em Divinópolis, em Minas Gerais, e deu seu relato para o site local “Itatiaia”.
“Os médicos achavam que era ‘xilique’, ter brigado com o namorado, eu falei ‘não’, ela está com dengue”, conta Elizangela, que relatou ter que insistir para que eles chamassem um neurologista. “Com a minha insistência, ele pegou e pediu a consulta com o neurologista. A Poly não estava nem me reconhecendo mais”, conta a enfermeira Elizangela Maria Matias Corrêa, de 42 anos, mãe da jovem.
A jovem chegou a ficar internada na UTI, mas hoje se recupera em casa.
Mãe pede ajuda na internet
Na internet, a mãe, que gerencia o perfil da filha, pede ajuda aos internautas para custear o tratamento de Poly.
Adolescente ficou paraplégica após pegar dengue – Foto: Reprodução/Itatiai + Arquivo Pessoal/ND“A Poly teve dengue em 2019, hoje ela é acamada. Ela não enxerga ou respira sozinha. Ela perdeu toda a qualidade de vida por conta da dengue. O alerta que eu faço é: tome cuidado. A dengue é coisa séria”, explica.
A vaquinha destinada para o tratamento de Poly solicita R$ 250 mil para que ela possa fazer o tratamento com células-tronco, já que hoje ela perdeu completamente a mobilidade de suas pernas.
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Sinais e sintomas de alerta
Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno.
No entanto, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados:
- dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua;
- vômitos persistentes;
- acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
- hipotensão postural e/ou lipotímia;
- letargia e/ou irritabilidade;
- aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia) maior 2cm;
- sangramento de mucosa; e
- aumento progressivo do hematócrito.
Passada a fase crítica da dengue, o paciente entra na fase de recuperação. No entanto, a doença pode progredir para formas graves que estão associadas ao extravasamento grave de plasma, hemorragias severas ou comprometimento de grave de órgãos, que podem evoluir para o óbito do indivíduo.
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém indivíduos com condições preexistentes com as mulheres grávidas, lactentes, crianças (até 2 anos) e pessoas maiores de 65 anos têm maiores riscos de desenvolver complicações pela doença.
Tratamento
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento é baseado principalmente na reposição de líquidos adequada. Por isso, conforme orientação médica, em casa deve-se realizar:
- Repouso;
- Ingestão de líquidos;
- Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de pelo menos um sinal de alarme.
- Retorno para reavaliação clínica conforme orientação médica.
No entanto, apesar das medidas, ainda não existe tratamento específico para a doença.