Mãe e filha descobrem câncer com intervalo de 2 anos em Chapecó: ‘Nunca desistam’

As duas superaram a doença juntas graças ao diagnóstico precoce e o apoio da família

Nadia Michaltchuk Chapecó

Receba as principais notícias no WhatsApp

Poucos vínculos podem ser tão fortes quanto o de mãe e filha. Há quem acredite que uma consegue sentir até mesmo a dor da outra. Para Ana Paula, de 29 anos, e sua mãe, Fátima Petroski Uavniczak, de 56 anos, a conexão é tão intensa que as duas foram diagnosticadas com câncer de mama com o intervalo de apenas dois anos. O caso foi registrado em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Ana Paula e Fátima Uavniczak venceram o câncer graças ao diagnóstico precoce – Foto: Arquivo Pessoal/NDAna Paula e Fátima Uavniczak venceram o câncer graças ao diagnóstico precoce – Foto: Arquivo Pessoal/ND

Em 2016, Fátima realizava um exame de rotina quando descobriu a doença. Imediatamente iniciou o tratamento, que envolveu quimioterapia, radioterapia e a retirada das duas mamas. Com apenas dois anos de diferença, Ana também foi diagnosticada com câncer de mama.

“Foi um choque, nunca imaginávamos que aconteceria novamente na família, até pela minha idade na época, 27 anos. Após o choque inicial, recebi muito apoio, carinho e força da minha família e amigos. Isso fez toda a diferença no meu tratamento”, conta a filha.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Após muitos momentos de luta, as duas receberam alta, primeiro Fátima, depois Ana. “Minha mãe sempre foi um exemplo de mulher guerreira para nós. Foi essa força de ver ela curada que me fez acreditar na minha cura”, relata Ana. Fátima destaca que a cura apenas foi possível devido à descoberta precoce. “Por isso é tão importante fazer os exames de prevenção”, diz a mãe.

Ana Paula, de 29 anos – Foto: Arquivo pessoal/NDAna Paula, de 29 anos – Foto: Arquivo pessoal/ND

Para Ana, o tratamento representou um momento de muito aprendizado. “Você se vê em uma situação em que a única opção é seguir, olhar sempre em frente, até chegar ao final do tratamento. Desistir não é opção, e por mais que você se sinta fraca ou debilitada pelo tratamento você só quer que aquela fase acabe e que a vida volte ao normal”, comenta.

Ana passou a valorizar mais os pequenos momentos de alegria, como a rotina de trabalho e a vida social. “Você passa a valorizar a vida e as pessoas ao seu lado ainda mais. Aprende a estar presente independente do que esteja fazendo. Só o fato de você estar podendo vivenciar os momentos em família e amigos já te faz se sentir abençoado todos os dias pela vida e saúde”, diz.

Hoje, dois anos após a última quimioterapia de Ana, um novo capítulo de sua vida vem se desenhando: ela está grávida. “Tudo é possível, basta acreditar”, comemora.

Por fim, Fátima deixa uma mensagem de esperança às mulheres que estão enfrentando a doença. “Nunca desistam. É um choque quando descoberto, mas tem que enfrentar com muita determinação e lutar pela vida, principalmente contar com o apoio familiar”, conclui.

Outubro Rosa: mês do autocuidado e da prevenção ao câncer

Com o objetivo de conscientizar e alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero, foi criado no começo da década de 90 a campanha Outubro Rosa. A iniciativa foi da Fundação Susan G. Komen for the Cure.

Apesar de não ser o foco específico do Outubro Rosa, todos os tipos de cânceres devem ser diagnosticados precocemente para terem o tratamento adequado.

No caso da leucemia, segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o número de casos novos de leucemia esperados para o Brasil, para cada ano do triênio 2020 – 2022, será de 4.890 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 4,56 para cada 100 mil mulheres.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, a leucemia em mulheres é a sexta mais frequente nas Regiões Sul (7,76/100 mil) e Norte (3,55/100 mil). Na Região Nordeste (4,06/100 mil), ocupa a décima posição. Na Região Centro-Oeste (3,85/100 mil), é a décima primeira e, na Região Sudeste (4,15/100 mil), é a décima segunda posição mais frequente.

Tópicos relacionados