Mais de 57 mil crianças e adolescentes tomaram vacinas irregularmente, diz ministro

Segundo Bruno Bianco, da AGU (Advocacia-Geral da União), aplicação irregular de imunizantes foi feita em diversas faixas etárias sem aprovação da Anvisa

Foto de Agência Brasil

Agência Brasil Brasília

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Mais de 57 mil crianças e adolescentes tomaram vacinas irregularmente até dezembro de 2021, segundo o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco.

De acordo com o ministro, a aplicação irregular dos imunizantes de diversos laboratórios não havia passado, até a data, pela aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e foi feita em diversas faixas etárias, que variam entre os grupos de zero a cinco anos até crianças maiores de 12 anos.

Vacinação em crianças contra a Covid-19 – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil/NDVacinação em crianças contra a Covid-19 – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil/ND

“Diante dos dados oficiais, o Ministério da Saúde nos informou que outros supostos ou prováveis equívocos que aconteceram em vacinação de crianças e adolescentes. Esses dados levantados são até dezembro do ano passado, portanto anteriores à aprovação da Anvisa para a aplicação da vacina da Pfizer”, disse Bianco.

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O ministro também afirmou que não se sabe a natureza do ato irregular. “Não sabemos exatamente de onde vêm esses problemas: se são problemas cadastrais, se são ministração da vacina em momento inoportuno; se são dolo, fraude ou equívoco”, complementou.

Bruno Bianco cogitou que, caso se confirmem irregularidades ou prevaricação de funcionários de saúde na vacinação, há possibilidade de “consequências no âmbito criminal”.

O governo federal pedirá aos estados que confirmem as informações contidas no Banco Nacional de Dados de Saúde sobre a vacinação infantil irregular e, caso confirmadas, se os estados onde as aplicações ocorreram acompanharam hospitalizações ou efeitos adversos do medicamento. Segundo Bianco, a chamada farmacovigilância é importante para a sociedade, já que o Estatuto da Criança e do Adolescente impõe o “dever de proteção integral” dos menores.

“Nossa atuação é no sentido de trazer proteção e a máxima transparência para saber o que aconteceu. Isso é um direito de todos e enaltece o Sistema Único de Saúde (SUS).”

Bianco não revelou quais estados brasileiros anteciparam a vacinação. Ele afirmou, entretanto, que a prática irregular não aconteceu em todos. “Os dados são alarmantes e assustadores”, explicou.

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