Manifestantes pedem regularização de cigarros eletrônicos na porta da Anvisa

Anvisa vota nesta sexta-feira a regularização de cigarros eletrônicos, que hoje tem sua comercialização proibida

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Manifestantes se reúnem na sede da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em Brasília, nesta sexta-feira (19). O motivo? Hoje a Agência vota a regulamentação do uso de cigarros eletrônicos.

Cigarro eletrônico pode ser aprovado pela AnvisaManifestantes pedem a regulamentação de cigarros eletrônicos – Foto: Divulgação/master130/Freepik/ND

Com cartazes de “proibir favorece o contrabando”, os manifestantes pedem para que o item, que atualmente é proibido, seja regulamentado no país.

O chamado “vape”, inclui adeptos em todas as classes sociais, e segundo os usuários, a proibição estimula a venda ilegal e piora a qualidade dos itens fornecidos.

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Cigarros eletrônicos fornecidos

Há diferentes tipos de vapes fornecidos hoje no mercado ilegal brasileiro. Os cigarros eletrônicos variam entre o vaporizador, aparelho que permite a inalação de vapor de água com sabor e nicotina.

Há também os aparelhos que aquecem o tabaco sem queimá-los.

A média de preço dos itens é de R$ 150 a R$ 700. Há ainda “essências/sabores” que podem encarecer os produtos.

Votação de regulação de cigarro eletrônico

A diretoria colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) discute nesta sexta-feira (19) a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil.

A reunião estava prevista para a última quarta-feira (17), mas foi adiada por causa de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de transmissão da agência no YouTube.

Desde 2009, uma resolução da agência proíbe a fabricação, comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape.

No ano passado, a diretoria colegiada aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular, como ações de fiscalização e campanhas educativas.

A criação dos cigarros eletrônicos

Segundo a Agência Brasil, os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido).

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes).

O cigarros possuem também em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, entre outros.

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