A primeira atualização de 2021 do Mapa de Risco Potencial da Covid-19 do Governo do Estado, divulgada nesta quinta-feira (7), manteve as regiões do Planalto Norte e Nordeste em nível “gravíssimo”. Dentre os quatro indicadores, apenas um teve melhora – porém pouco significativa. Na classificação geral, a região Nordeste registrou leve piora – passando de 3,125 para 3,5 – puxada pelo aumento da taxa de transmissibilidade.
Para infectologista, reflexos do fim de ano ainda não estão na atualização do mapa de risco – Foto: Anderson Coelho/NDAbaixo, a variação dos indicadores entre a penúltima atualização do mapa (no dia 29 de dezembro) e a divulgada nesta quinta-feira (7).
Planalto Norte
Evento sentinela: 3,5 para 3,0
Transmissibilidade: 2,5 para 3,0
Monitoramento: 4,0 para 4,0
Capacidade de atenção: 4,0 para 4,0
Mapa de risco: 3,5 para 3,5
Nordeste
Evento sentinela: 2,0 para 2,0
Transmissibilidade: 2,5 para 4,0
Monitoramento: 4,0 para 4,0
Capacidade de atenção: 4,0 para 4,0
Mapa de risco: 3,125 para 3,5
Maior parte das regiões de Santa Catarina estão em nível gravíssimo. – Foto: Governo do Estado/ReproduçãoComo funciona a avaliação?
A avaliação da matriz de risco leva em consideração quatro dimensões preconizadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde): evento sentinela, transmissibilidade, monitoramento e capacidade de atenção.
SeguirCada dimensão mede itens relacionados à Covid-19:
- Evento sentinela: mede a mortalidade da Covid-19 e o comportamento da pandemia;
- Transmissibilidade: a variação no número de confirmação positiva e casos infectantes;
- Monitoramento: o percentual de positividade de exames RT-PCR do Lacen (Laboratório Central);
- Capacidade de atenção: ocupação dos leitos de UTI.
Infectologista ainda não vê impacto de festas de final do ano
Para o infectologista Pablo Sebastian Velho, ainda não é possível relacionar diretamente os encontros de final do ano com os resultados divulgados pelo Mapa de Risco nesta quinta-feira (7).
“É preciso de 3 a 4 semanas para observarmos o impacto”, afirma o médico especialista, que também relembrou que, desde os feriados de setembro, Santa Catarina já vem registrando aumento nas internações.
Ele destaca a velocidade de transmissão como fator mais preocupante. Pablo explica que à medida que o vírus se espalha, ele cria maior capacidade de adaptação. “É uma velocidade maior que a gripe”, diz o infectologista.
O infectologista ainda afirma que a região nunca saiu da primeira fase da doença. “A gente não está na segunda onda (da doença), estamos ainda na primeira”, finalizou Pablo.