Marco inédito: conheça a primeira criança que realizou hemodiálise em Blumenau

O pequeno Benício Lammel, de dois anos, nasceu com insuficiência renal e se tornou a primeira criança a fazer hemodiálise na cidade

Foto de Luciano Cerin

Luciano Cerin Blumenau

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A última segunda-feira (13) foi marcada por um acontecimento inédito na Renal Vida, em Blumenau, no Vale do Itajaí. A primeira hemodiálise sem ser em um adulto foi feita no pequeno Benício Lammel, de apenas dois anos.

Menino de dois anos é a primeira criança a realizar uma hemodiálise em Blumenau – Foto: Divulgado na internet/Reprodução/NDMenino de dois anos é a primeira criança a realizar uma hemodiálise em Blumenau – Foto: Divulgado na internet/Reprodução/ND

A pediatra, Erika Vieira, que cuida do Benício, diz que é uma conquista, mas que o transplante sempre será o melhor tratamento.

“O transplante sempre vai ser o melhor tratamento e a diálise peritoneal é um excelente método pros pacientes pediátricos, mas comemoro essa conquista”, comenta.

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Conheça a primeira criança que realizou a primeira hemodiálise em Blumenau?

Benício, desde antes de nascer já realizava acompanhamento com uma pediatra. Ele nasceu com insuficiência renal e com penas 30 dias, já iniciou o tratamento de diálise peritoneal, um excelente método de tratamento renal, principalmente para pacientes pediátricos.

Mas após um procedimento cirúrgico que precisou realizar para aguardar o transplante de rim, Beni precisou recorrer a hemodiálise enquanto aguarda a doação.

Ele nasceu com insuficiência renal – Foto: Divulgado na internet/Reprodução/NDEle nasceu com insuficiência renal – Foto: Divulgado na internet/Reprodução/ND

A mãe do pequeno, Paola Lammel, comenta que há uma preocupação durante o processo, assim como sempre haverá. “Há desespero no conservador, na dialise, na hemodiálise, no transplante, no pós transplante, e sempre terá. É tratamento, não cura”, conta.

Mas apesar disso, ela diz que tem muita esperança e que está feliz por ter ele em casa depois pouco mais de um mês internado.

“Me sinto feliz por estar com ele aqui, por estar em casa depois de 32 longos dias de internação e muita incerteza, grata por existir terapia renal substitutiva e que ele consegue tolerar o tratamento disponível”, explica.

“Apesar de hoje haver os bons e maus sentimentos dentro de mim… eu escolho alimentar aquele que faz meu coração cantar”, desabafa.

Paola faz parte do Grupo Mamães IRC, que realiza trocas das experiências entre as próprias mães. “Ajudamos umas às outras, pois no dia a dia só nós sabemos os desafios que surgem. Muita chegam se sentindo sozinhas e perdidas, lá encontram uma comunidade unida que fortalece essa mãe”, explica.

As mães que estejam interessadas em fazer parte do grupo, podem clicar aqui, e entrar no grupo.

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