Desde que a a prefeitura de Blumenau encerrou o atendimento do Ambulatório para Casos Suspeitos de Coronavírus, que também ficou conhecido como ambulatório da Vila Germânica, no dia 5 de setembro, os Ambulatórios Gerais (AGs) viram a procura por atendimento aumentar significativamente nas unidades.
No AG da Escola Agrícola todos os pacientes aguardam atendimento no mesmo ambiente e os casos suspeitos de Covid-19 são separados apenas por uma fita – Foto: Vinícius Bretzke/NDTVApós receber alguns relatos de lotação nos espaços, a reportagem do Balanço Geral promoveu uma blitz nos sete AGs da cidade para verificar as denúncias de sobrecarga no atendimento – e como isso está afetando a população.
Com o ambulatório da Vila Germânica fechado, 11 médicos foram transferidos para o atendimento Rápido Covid-19, que agora é ofertado nos AGs. A notícia deixou a população apreensiva, pois agora, além do atendimento clínico, as unidades recebem pessoas com sintomas do coronavírus e ainda a vacinação dos idosos que vão receber a dose de reforço, quando a agenda é disponibilizada.
Veja como está o atendimento em cada AG:
No Ambulatório Geral da Velha, a triagem para casos clínicos e de Covid-19 ocorre no mesmo ambiente. Além da insegurança, os usuários reclamam da demora no atendimento.
No AG da Velha a triagem tanto para casos clínicos quanto para Covid-19 é feita no mesmo ambiente – Foto: Vinícius Bretzke/NDTVNo AG do Centro não havia nenhum paciente aguardando atendimento para sintomas de Covid-19 no no momento em que a reportagem esteve no local. Porém, a equipe verificou que a entrada dos pacientes é pela mesma porta. Todas as pessoas são atendidas na recepção e, só depois, os pacientes de Covid-19 são encaminhados para um local reservado. De acordo com a coordenação da unidade, houve um aumento de 80 a 100 pacientes por dia apenas para atendimentos de coronavírus.
No AG do Centro todos os pacientes entram pela mesma porta e só vão para ambientes separados depois de passar pela recepção – Foto: Alexandre de Oliveira/NDTVSituação parecida com o Centro ocorre no AG da Itoupava. Os pacientes também entram pela mesma recepção, retiram uma senha e são encaminhados para o atendimento específico. Esta unidade recebeu duas enfermeiras que atuavam na Central da Vila Germânica.
O AG da Itoupava recebeu duas enfermeiras que atuavam no ambulatório da Vila Germânica, mas a movimentação também é intensa no local – Foto: Alexandre de Oliveira/NDTVNo Ambulatório Geral do Garcia o movimento no momento em que a equipe esteve no local. Os pacientes para atendimento clínico ficam bem distantes dos que apresentam sintomas gripais e a consulta ocorre em uma ala separada para cada um dos grupos.
Um dos espaços mais tranquilos visitados pela reportagem foi o AG do Garcia – Foto: Vinícius Bretzke/NDTVMovimento intenso foi registrado no Ambulatório Geral da Fortaleza, onde a triagem dos pacientes com sintomas de Covid-19 é feita em um ambiente bem longe da recepção. Mas a demora no atendimento e a falta de médicos foi uma reclamação constante dos usuários.
No AG da Fortaleza a movimentação também é intensa – Foto: Vinícius Bretzke/NDTVNo AG do bairro Escola Agrícola a fila para quem aguardava atendimento era do lado de fora da unidade. Já dentro do espaço, os pacientes de atendimento clínico ficam no mesmo ambiente dos que estão com sintomas de coronavírus, separados apenas por uma fita que demarca a área de cada um.
No AG da Escola Agrícola todos os pacientes aguardam atendimento no mesmo ambiente e os casos suspeitos de Covid-19 são separados apenas por uma fita – Foto: Vinícius Bretzke/NDTVNo AG do Badenfurt, a equipe de reportagem foi informada que não existe Atendimento Rápido Covid-19 devido à falta de uma recepção ampla.
Saúde diz que atendimento está dentro das normas
A Secretaria de Promoção da Saúde de Blumenau afirma que acompanha de perto a situação nos Ambulatórios Gerais e ressalta que os números dos atendimentos por suspeita de Covid-19 estão estáveis no município.
Além disso, o secretário Winnetou Krambeck explica que o atendimento nos AGs segue a norma técnica determinada pelo governo do Estado. “A gente entende que a população estava sendo atendida na Vila Germânica, mas esse atendimento tem que ser incorporado às unidades básicas, assim como aconteceu com o H1N1. O Covid não vai embora, ele vai fazer parte do nosso cotidiano e a gente tem que incorporar ele na nossa atenção básica”, afirma.
Além disso, o município pede para que a população fique tranquila e continue seguindo os protocolos sanitários, como uso de máscaras e higienização das mãos, dentro e fora das unidades de saúde. “Fazendo isso é seguro como em qualquer outro estabelecimento”, finaliza Krambeck.
*Com edição de Aline Camargo.