Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil apresentou redução de 28% na média móvel diária de mortes, em decorrência da Covid-19, em um mês. Em 13 de abril, a média de 14 dias atrás era de 2.910 óbitos diários. Este número caiu para 2.090 mortes na última quinta-feira (13).
No pico de mortes da pandemia, na semana de 4 a 10 de abril, o país chegou a contabilizar uma média móvel de 3.000 registros diários, sendo o mês mais letal do Coronavírus no Brasil, com 67,9 mil óbitos.
Entre 1º e 13 de maio, o Ministério da Saúde registrou 26,6 mil mortes, uma redução de 27,8% em relação aos 36,9 mil óbitos acumulados entre o mesmo período do mês passado.
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Mortes diminuem no país, mas situação ainda é grave – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/ Divulgação/NDDesde a semana encerrada em 17 de abril, o número de mortes por Covid-19 vem caindo, mas ainda permanece em um patamar muito elevado, principalmente se for considerado o número de novos casos por dia, que tem estado em uma média de 60 mil.
O ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, considera o atual estágio preocupante. “A população está achando que passou, mas olha só a tendência nas últimas 3 semanas. Mais de 2.000 óbitos em média não pode ser considerado normal. Estamos fazendo cavalo de pau [derrapando] à beira do precipício”.
Outro ponto que preocupa pesquisadores é a situação do sistema hospitalar no país. Estados como Santa Catarina, por exemplo, registram ocupação dos leitos de UTI acima de 90%, segundo boletim semanal do Observatório Covid-19 da Fiocruz.
O número de novos casos é visto pelos especialistas como um preditor do que pode acontecer, já que as pessoas costumam apresentar quadros mais graves e precisarem de internação em torno de 10 dias após o diagnóstico.
Ontem, o grupo também alertou que uma nova explosão de infecções no Brasil seria “crítica”, pontuando justamente a saturação da rede assistencial.
“O número de casos aumentou ligeiramente para uma taxa de 0,3% ao dia, enquanto o número de óbitos foi reduzido a uma taxa diária de -1,7%, mostrando uma tendência de ligeira queda, ‘mas ainda não representa uma tendência de contenção da epidemia'”, observam os pesquisadores da Fiocruz.