A partir de abril deste ano, os preços dos remédios devem ficar mais caros. A CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) deve divulgar nesta semana o reajuste dos medicamentos de 2022, que geralmente começa a valer em 1º de abril.
De acordo com analistas do mercado, a alta deve ser de mais de 10%. Segundo o economista Étore Sanchez, o reajuste deve ser diluído ao longo do primeiro semestre do ano. Cerca de 60% do impacto deve ser sentido em abril, 30% em maio e 10% em junho. As informações são do Uol.
Reajuste dos medicamentos deve ser diluído ao longo do primeiro semestre deste ano – Foto: PixabayComo o reajuste é calculado
O reajuste dos remédios considera o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país, e mais três fatores, batizados de X, Y e Z.
SeguirIPCA: inflação oficial do país acumulada de março de 2021 a fevereiro de 2022;
Fator X: mede o nível de produtividade do setor farmacêutico;
Fator Y: tem como objetivo medir os impactos de itens que estão fora do IPCA;
Fator Z: existem três níveis (1, 2 ou 3), definidos com base na concorrência do mercado. Se um remédio é vendido por apenas uma empresa, por exemplo, o reajuste vai entrar no nível 3, que é mais baixo. Agora, se existem uma série de laboratórios que fabricam o mesmo remédio, com mais concorrência, o reajuste é o maior de todos (nível 1).
Medicamentos genéricos são uma boa saída para economizar – Foto: PixabayComo economizar na compra de remédios
O reajuste vai pesar no bolso de muita gente. Para a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), existem algumas maneiras de economizar na hora da compra.
Pesquisa de preços: O consumidor pode buscar pelo menor preço dos medicamentos em mais de uma farmácia para ver se encontra mais barato.
Medicamentos genéricos: uma boa saída para economizar pode ser dar preferência aos medicamentos genéricos. O ideal é pedir ao médico que faça uma prescrição com base no princípio ativo e não pelo nome comercial, para que o consumidor consiga optar pelo genérico.
Farmácia Popular: Existem ainda remédios cadastrados no programa “Farmácia Popular”, com até 90% de desconto.
Como conseguir remédios de graça
Hoje é possível encontrar remédios para doenças crônicas como diabetes, asma e hipertensão de maneira gratuita. Esse benefício não está direcionado apenas a quem é usuário do SUS (Sistema Único de Saúde).
Pacientes que tiverem receita de uma clínica particular também podem contar com o programa.
Para pedir os medicamentos, a pessoa precisa ir a uma farmácia que possui o logo “Aqui tem farmácia popular” ou em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) que tenha o serviço. É necessário apresentar a receita médica e um documento com foto.