O “estoque” de insumos para garantir o tratamento de pacientes com a Covid-19 é uma das principais preocupações de todo o sistema de saúde. Além da estrutura, que está sendo ampliada em Joinville, no Norte de Santa Catarina, com a implantação de mais um hospital de campanha na UPA Sul, a garantia de autonomia desses insumos, essenciais para o tratamento, está sendo reduzida.
Autonomia de medicamentos é reduzida e acende alerta em Joinville – Foto: Carlos Jr./NDO secretário de Saúde, Jean Rodrigues, garante que o município trabalhava, desde o início da pandemia, com autonomia de 60 dias, garantindo certa tranquilidade, porém, esse prazo vem caindo e acende o alerta na cidade.
Os medicamentos utilizados no tratamento podem terminar em 15 dias e, com isso, o município precisou iniciar ações para “substituir” esses remédios. “Temos autonomia de insumos de 30 dias, mas alguns medicamentos há autonomia de 15 dias e, por isso, já startamos outros para suprir isso”, explica o secretário.
SeguirA situação que já preocupa, pode piorar ainda mais. A aceleração do contágio e da gravidade dos casos pode tornar o cenário ainda mais assustador. Embora ainda não consiga estimar quando será o pico, o secretário prevê que a última semana de março seja ainda mais delicada no que diz respeito aos recursos.
O problema, no entanto, não é exclusividade de Joinville. Nesta sexta-feira (12), a presidente da FEHOSC (Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado de Santa Catarina), revelou que diversos hospitais não recebem repasse de medicamentos e EPIs Estado desde janeiro.