Nos últimos meses, os moradores de Joinville, Norte de Santa Catarina, sofrem com o atendimento a crianças na Rede Pública e Privada de saúde. A reclamação é sobre a superlotação, demora e falta de profissionais para atendimento.
A primeira reunião ocorreu na manhã desta quarta-feira – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville/Divulgação NDQuase dois meses depois, governo de Joinville e unidades privadas resolveram se reunir para criar um grupo de trabalho para tentar resolver o problema da saúde na cidade.
A primeira reunião ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 18, com gestores dos hospitais públicos e privados, além de vereadores, representantes de clínicas privadas, da Sociedade Joinvilense de Medicina, da Universidade da Região de Joinville, da Central de Regulação de Leitos e do Conselho Municipal de Saúde.
SeguirO objetivo é encontrar uma solução para a situação dos atendimentos pediátricos em Joinville, serviço que apresentou um aumento significativo de procura nos últimos meses, sobrecarregando a rede de saúde.
“Reunir esses profissionais que vivem a pediatria em diversos pontos de atendimento da cidade é uma iniciativa fundamental para que nós possamos compreender exatamente qual o cenário da pediatria e propor melhorias”, analisa o secretário da Saúde de Joinville, Jean Rodrigues da Silva.
Reunião do Grupo de Trabalho
No início da reunião, a equipe da Secretaria da Saúde detalhou os números do atendimento pediátrico na cidade, que registrou aumento acentuado nos últimos meses. Além disso, foram apresentados os dados de casos com notificações compulsórias realizadas para a Vigilância Epidemiológica, que não apresentou grande evolução quanto aos casos graves.
Na sequência, os representantes das unidades de atendimento públicas e privadas relataram os cenários em cada ponto de atendimento. Todos eles destacaram o crescimento da procura, a maioria com casos que não configuram quadro de urgência e emergência.
Os episódios de longas esperas no Hospital Infantil e na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leste, dizem respeito aos pacientes que não tem urgência. Os casos de urgência são priorizados e atendidos em tempo adequado.
A estratégia do município é a reestruturação da saúde, 81 profissionais já estão atuando nas unidades e mais 38 serão chamados, o que pode contar a superlotação nas unidades de saúde. Os casos de não urgência devem ser tratados primeiramente, nas unidades básicas de saúde, com toda uma estrutura para dar o encaminhamento, caso seja necessário.
Um ponto relevante apresentado pelas unidades de saúde com serviço de pronto-socorro foi a necessidade de os pais em obter atestado médico, dado que diversas unidades de educação não permitem que alunos com sintomas respiratórios compareçam às aulas.
“Após ouvir os profissionais que atuam nas frentes de atendimento, evidenciamos que o crescimento na busca pela assistência pediátrica é um desafio para toda a cidade e que exige uma solução conjunta”, explica Andrei Kolaceke, diretor executivo da Secretaria da Saúde, que ficou responsável por coordenar as atividades do Grupo de Trabalho.
Reforço na Rede Básica
Na reunião, a Prefeitura de Joinville destacou o incremento na contratação de médicos realizado nas Unidades Básicas de Saúde da Família, que receberam novos médicos de estratégia de saúde da família para solucionar o déficit existente por estes profissionais.
Convênio emergencial
Como medida efetiva de curto prazo, a Secretaria da Saúde informou que encaminhará para tramitação no Conselho Municipal de Saúde e na Câmara de Vereadores um convênio emergencial com a Instituição Bethesda para ser possível contratar uma escala de plantão pediátrico 24 horas na UPA Sul.
“Esta é uma solução que vai colaborar de forma efetiva para ampliar a nossa capacidade de atendimento, sobretudo na demanda da região Sul. Vamos otimizar a parte burocrática para que possamos iniciar o atendimento o quanto antes”, afirma Andrei.