Menopausa e calvície feminina: entenda por que 30% das mulheres terão alopecia senil após os 50

Ação do tempo faz com que o diâmetro do cabelo diminua, os fios percam a velocidade de crescimento, fiquem mais secos e quebradiços, além de perderem a coloração natural

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Assim como todo o corpo e organismo, o cabelo também envelhece com o passar dos anos. A ação do tempo faz com que o diâmetro do cabelo diminua, os fios percam a velocidade de crescimento, fiquem mais secos e quebradiços, além de perderem a coloração natural.

A chegada da menopausa em algumas mulheres pode ser uma  desencadeadora da chamada alopecia senil, termo médico utilizado para a temida calvície.

Alopecia senil pode atingir mulheres após os 50 anos – Foto: Pexels/Divulgação/NDAlopecia senil pode atingir mulheres após os 50 anos – Foto: Pexels/Divulgação/ND

Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), 30% de todas as mulheres do mundo sofrerão com algum problema relacionado a calvície após os 50 anos de idade.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Um estudo divulgado pelo Journal of the American Academy of Dermatology revelou que as mulheres ficam mais suscetíveis a ter calvície após a menopausa porque durante este período os níveis de estrógenos no organismo diminuem.

O angiologista Álvaro Pereira explica de maneira simplificada que o estrógeno é um hormônio com características anabolizantes, ou seja, que aumentam a produtividade de algumas células. As células do folículo piloso, que fabricam o pelo, respondem muito bem ao estrógeno. É como se o hormônio fosse um adubo para os cabelos. Ou seja, quanto menor a produção, mais os cabelos tornam-se fracos, quebradiços provocando a queda.

Formas de tratamento

Para dar uma mãozinha quando o assunto é queda de cabelo durante a menopausa, há algumas boas opções. Os dermocosméticos capilares, ou seja, shampoos, condicionadores e hidratantes capilares de todas as marcas comerciais que se dedicam ao tratamento dos cabelos em envelhecimento contêm concentrações maiores de componentes hidratantes, óleos essenciais e vitaminas e fortalecedores dos fios.

É importante escolher uma marca conceituada ou indicada por um profissional de confiança. Vale optar por produtos que especifiquem no rótulo: tratamento para cabelos envelhecidos, menopausa, cabelos brancos e etc. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige a comprovação de eficácia para que o rótulo contenha essas indicações.

Os multivitamínicos também podem ser bom aliados. Alguns deles são mais indicados para a pele, unhas e cabelos. Aqui também vale a regra de se atentar à indicação do rótulo e, de preferência, que sejam prescritos com indicação médica.

A ledterapia de uso domiciliar no tratamento da queda de cabelo também vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. A radiação emitida por leds estimulam as células tronco do folículo piloso e os fios voltam a crescer se o uso for contínuo e regrado.

O tratamento vem no formato de bonés e capacetes de led certificados pela Anvisa. Na prática, com 12 minutos diários de uso do boné ou 7 minutos diários de uso do capacete, em média, o folículo piloso converte a luz vermelha em energia que estimula a circulação sanguínea do couro cabeludo, aumenta a ingestão e otimização de nutrientes no cabelo, resultando em fios mais encorpados. Também repara danos, combate o ressecamento e a queda capilar. Esse tratamento proporciona também o aumento da produção da queratina e de melanina.

“A  luz vermelha inibe os processos envolvidos com o envelhecimento, como, por exemplo, a formação de radicais livres danosos para os fios, entre eles, o peróxido de hidrogênio (conhecido como água oxigenada), que causa clareamento dos fios”, finaliza Álvaro.

Tópicos relacionados