Santa Catarina continua entre os seis estados brasileiros com risco alto para a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), aponta o boletim InfoGripe da Fiocruz, mesmo com a redução dos casos de Covid-19. Nenhum entre os 26 estados, e o Distrito Federal, apresenta nível extremamente alto.
Mesmo com estabilidade de casos, Santa Catarina continua com risco alto para SRAG – Foto: Leo Munhoz/NDFlorianópolis integra o grupo de Capitais com risco alto para a síndrome. O SRAG é um conjunto de doenças respiratórias que enquadra, dentro de seus limites, os vírus da Influenza A e B, além da Covid-19 e do vírus sincicial.
Ao todo, são 16 localidades em nível muito alto em seis unidades federativas: Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O quadro geral analisado indica uma estabilidade nos casos de SRAG, com pequenas mudanças a depender da faixa etária.
SeguirMaior aumento de casos em crianças
O boletim informa ainda que, em Santa Catarina, as variações de aumento estão concentrados “fundamentalmente” em crianças. Esses sinais são percebidos em outros estados, com média de 1,500 casos semanais, número maior do que o registrado em julho de 2020.
Segundo o Boletim, o quadro é uma consequência direta da maior exposição do grupo com o retorno às aulas presenciais.
“A situação reforça a importância da revisão dos protocolos adotados no ambiente escolar, como avaliação da capacidade de ventilação e circulação de ar nas salas de aula, bem como distribuição e uso consciente de máscaras adequadas (PFF2)”.
Em Santa Catarina, as variações de aumento estão concentrados “fundamentalmente” em crianças – Foto: Adriano Mendes/NDTVMapa de risco da Covid-19
Divulgado na manhã deste sábado (20), o novo mapa de risco de Santa Catarina traz um cenário animador. O nível moderado para a pandemia chegou à 13 das 17 regiões. São quatro regiões em nível alto para Covid-19: Nordeste, Carbonífera, Extremo Sul catarinense e Xanxerê.