Mesmo em nova plataforma, consulta pública do Ministério da Saúde segue instável

Pasta quer ouvir público leigo sobre vacinação de crianças; especialistas são contrários à pesquisa

Kalil de Oliveira Florianópolis

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Em nova plataforma, consulta pública sobre vacinação de crianças registrou novas instabilidades neste domingo (25). O sistema apresenta mensagem de erro.

Ministro da saúde Marcelo Queiroga – Foto: Walterson Rosa/Ministério da Saúde/NDMinistro da saúde Marcelo Queiroga – Foto: Walterson Rosa/Ministério da Saúde/ND

Através do portal gov.br, o Ministério da Saúde buscou solucionar a falha apresentada no dia anterior (24). Entretanto, ao responder as perguntas do formulário, o site apresenta um texto que afirma manutenção.

Mensagem de erro apresentada pelo sistema gov.br – Foto: Reprodução/NDMensagem de erro apresentada pelo sistema gov.br – Foto: Reprodução/ND

Na plataforma anterior, desenvolvida pela empresa Microsoft, os cidadãos interessados em participar eram impedidos por um alerta de que “o número máximo de pessoas já respondeu a este formulário.”

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Mensagem de erro – Foto: Reprodução/NDMensagem de erro – Foto: Reprodução/ND

A estrutura gramatical das perguntas orienta os participantes a contrariedade da vacina infantil. Cientistas consideraram absurda a decisão de permitir ao público leigo, sem conhecimento sanitário, decidir uma política pública fundamental ao combate da pandemia.

A vacina da Pfizer contra o coronavírus, que já foi autorizada por outros países, como os Estados Unidos da América, foi liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O presidente Jair Bolsonaro (PL), contrário a vacina, ameaçou expor os nomes dos técnicos da Anvisa responsáveis pela aprovação. Desde então, os profissionais recebem ameaças de morte em seus endereços de e-mail.

Um estudo da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 mostrou que uma criança de 5 a 11 anos morre a cada dois dias no Brasil pela doença. E, consequentemente, a vacinação, já provada eficaz e segura, reduziria o número de mortalidade infantil por coronavírus.