Ministério da Saúde aguarda nova orientação da Anvisa para vacina Janssen

Intenção da pasta é que a dose de reforço da farmacêutica, que se caracteriza por ser aplicada em uma etapa, seja administrada com "apenas" mais uma vacina

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Redação ND Florianópolis

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O Ministério da Saúde aguarda a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para deliberar sobre a volta atrás na orientação de aplicar dose de reforço da vacina Janssen.

A nota técnica, segundo informações do Portal R7, já consta a mudança e foi escrita, cabendo ao ministro, Marcelo Queiroga, determinar sua publicação.

Nova remessa do imunizante que deve ser de oito milhões de doses – Foto: Secom/SC/Divulgação/NDNova remessa do imunizante que deve ser de oito milhões de doses – Foto: Secom/SC/Divulgação/ND

Na semana passada, o ministro Marcelo Queiroga havia anunciado que quem tivesse tomado a vacina de dose única receberia mais uma aplicação do mesmo imunizante depois de dois meses e teria mais um reforço cinco meses após as duas doses da Janssen.

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No entanto, essa não é a orientação da própria fabricante. Na Anvisa, a Janssen submeteu pedido de autorização para reforço para adultos a partir de 18 anos, no mínimo dois meses após a vacinação primária.

Não está prevista uma terceira aplicação, tampouco a mistura de doses de diferentes farmacêuticas.

O que diz a Janssen

De acordo com a Janssen, estudos mostram que o reforço administrado dois meses após a dose única aumentaram os anticorpos de quatro a seis vezes.

“Com o reforço após seis meses da dose única, os níveis de anticorpos aumentaram nove vezes após uma semana e continuaram a subir em 12 vezes quatro semanas depois da aplicação, independentemente da faixa etária.”

Doses da vacina contra a Covid-19 do imunizante Janssen, – Foto: Mika Baumeister/Unsplash/NDDoses da vacina contra a Covid-19 do imunizante Janssen, – Foto: Mika Baumeister/Unsplash/ND

Após anúncio do ministério em relação à Janssen, a Anvisa emitiu nota solicitando à pasta os estudos que haviam embasado a decisão. A agência não havia sido consultada antes da orientação e nem sequer havia recebido o pedido da farmacêutica.

Diante da indisposição, o ministério não chegou a enviar a orientação aos estados e municípios. Os mais de 2 milhões de doses da Janssen que deveriam ter sido entregues não chegaram a ser distribuídos, porque ficaram retidos para uma nova avaliação do INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde).

Como os entes não receberam a nova remessa do imunizante, também não houve nenhuma aplicação precipitada com a orientação que deve ser revista.

Demais vacinas

No caso dos outros imunizantes aplicados no Brasil e que pressupõem a administração de duas doses, a orientação continua sendo uma dose de reforço para todos os adultos cinco meses após a conclusão do esquema primário. A preferência é pela administração da vacina da Pfizer como dose de reforço, podendo, na falta desta, ser aplicada a vacina da Aztrazeneca ou a da Janssen.

O Ministério da Saúde ainda precisa explicar à Anvisa o que embasou a decisão de misturar as vacinas, não tendo havido um pedido das próprias farmacêuticas.

Mesmo requisitando os estudos e ressaltando a necessidade de considerar a relação dos benefícios frente aos riscos individuais, a Anvisa não deixou de reconhecer que a disponibilidade de doses de reforço “é importante para a manutenção da proteção contra a Covid-19”.

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