Ministério da Saúde anuncia 4ª dose da vacina contra Covid-19; entenda quem pode receber

De acordo com a nota técnica nº 65, divulgada nesta segunda-feira (20), a decisão leva em conta "o surgimento da variante Ômicron" e a "redução da efetividade das vacinas

Redação ND Florianópolis

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Após o Ministério da Saúde anunciar a redução no intervalo de aplicação do reforço da vacina contra Covid-19, de cinco para quatro meses, o órgão federal também divulgou em nota técnica que imunossuprimidos poderão tomar a quarta dose do imunizante.

Governo anuncia quarta dose para imunossuprimidos  – Foto: Léo Munhoz/NDGoverno anuncia quarta dose para imunossuprimidos  – Foto: Léo Munhoz/ND

De acordo com a nota técnica nº 65, divulgada pelo governo federal nesta segunda-feira (20), a decisão leva em conta “o surgimento da variante Ômicron” e a “redução da efetividade das vacinas contra Covid-19”, entre outros motivos.

Os critérios para a quarta dose de reforço para imunossuprimidos incluem: pessoas com idade superior a 18 anos que já receberam três doses no esquema primário, – duas doses e uma dose adicional. A dose extra deverá ser administrada a partir de quatro meses.

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Doenças e condições que se enquadram em imunossuprimidos:

  • Imunodeficiência primária grave;
  • Quimioterapia para câncer;
  • Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) uso de drogas imunossupressoras;
  • Pessoas vivendo com HIV/Aids;
  • Uso de corticóides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias;
  • Uso de drogas modificadoras da resposta imune;
  • Auto inflamatórias, doenças intestinais inflamatórias;
  • Pacientes em hemodiálise;
  • Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.

Intervalo de aplicação do reforço para adultos é reduzido

Ministério da Saúde reduziu o intervalo de aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 de cinco para quatro meses. A informação foi divulgada inicialmente pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e publicada em portaria nesta segunda-feira (20).

“Para ampliar a proteção contra a variante Ômicron vamos reduzir o intervalo de aplicação da 3ª dose de cinco para quatro meses. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco”, escreveu, na internet.