Em coletiva do Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (12), os secretários presentes confirmaram que a vacina da Pfizer, tal como a da Janssen, estão em tratativas finais, devendo chegar no começo da próxima semana. Além disso, eles se opuseram à hipótese de um lockdown nacional, como o que ocorrerá em Santa Catarina neste fim de semana.
As informações foram divulgadas na entrevista coletiva que teve início às 17h, e visava esclarecer a situação das vacinas e os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Além do Ministro da Saúde, participaram o secretário-executivo Élcio Franco, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros e o secretário de Atenção Especializada em Saúde, Luiz Otávio Franco Duarte – Foto: Agência Brasil/Ministério da Saúde/Divulgação/NDSobre as 100 milhões de doses da Pfizer e as 38 milhões da Janssen, foi dito que o acordo está em análise pelo departamento jurídico das empresas, já que as tratativas internas do Ministério da Saúde já acabaram.
SeguirSegundo a estimativa dada pelo secretário-executivo Élcio Franco, o Brasil deve vacinar algo em torno de 170 milhões de brasileiros até o fim do ano, já que, segundo orientação do Ministério, pessoas com menos de 18 anos e gestantes não devem receber doses até que hajam “estudos para verificar a segurança e assim vacinar jovens e gestantes”.
“Pelo quadro de vacinas, com 424 milhões de doses, que já podemos considerar garantidas, além das 100 milhões da Pfizer e das 38 milhões da Janssen, consideramos que iremos atingir [a vacinação] desses grupos prioritários até o meio do ano, e que nós estaremos vacinando os demais brasileiros até o fim do ano de 2021”, disse.
O Brasil enfrenta o período mais crítico da pandemia da Covid-19, após registrar mais de 2 mil mortes em 24 horas em dois dias consecutivos.
Debate sobre lockdown nacional
Mesmo diante da situação, os secretários presentes se opuseram à ideia de lockdown ou de medidas restritivas e lineares. “O Ministério está preocupado, e continua fazendo o reforço do sistema de saúde, conforme a lei que regula o SUS”, disse o secretário Elcio Franco.
“O Brasil é um país continental, com diferentes biomas, climas, diferentes malhas viárias. Isso faz com que a doença se comporte de maneiras diferentes em locais diferentes. Temos diferentes densidades populacionais e também diferentes estruturas de atendimento de saúde. Dessa forma cada região deve ser tratada no momento e de um modo diferente. A doença não ocorre da mesma forma e com a mesma intensidade em todo o país. Já há uma decisão pacificada e ratificada pelo STF que o gestor local (…) tomará decisão de acordo com a variação da curva epidemiológica”, afirma.
Participaram da coletiva o secretário-executivo Élcio Franco, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros e o secretário de Atenção Especializada em Saúde, Luiz Otávio Franco Duarte.