Em complemento de sua agenda em Santa Catarina, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, concedeu entrevista coletiva na sede da Defesa Civil, em Florianópolis, nesta quarta-feira (22).
Ministro Pazuello, em reunião com lideranças de SC, em sua visita ao Estado – Foto: Julio Cavalheiro/Secom/NDApós reuniões com lideranças municipais e do Estado, Pazuello admitiu o momento de ascensão da curva de contágio, mas falou em “situação sob controle” no que diz respeito a relação com o número de óbitos. Embora não tenha citado na coletiva, o ministro interino também confirmou a entrega de insumos para Santa Catarina, estimou “alternativas” de vacina contra a Covid-19 e clamou pelo diagnóstico célere da doença.
Missão Sul. Foi assim que o ministro interino Eduardo Pazuello referiu-se a visita também a Santa Catarina, já que no dia anterior esteve no Rio Grande do Sul e, nesta quinta, chega a Curitiba (PR).
SeguirPazuello, a título de elucidação da visita, falou em “trazer o abraço do presidente Jair Bolsonaro e do Ministério da Saúde” aos catarinenses.
Aquisições para o Estado
Conforme apuração da reportagem do Grupo ND, o Ministério da Saúde assegurou uma série de equipamentos e aquisições para o Estado. Além da ampliação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a pasta ainda vai encaminhar 300 mil testes para Covid-19, juntamente de medicamentos sedativos e anestésicos.
Confira, na lista, algumas indicações do ministro interino:
- Dos 318 leitos que o governo do Estado tem disponíveis para ativação, o ministério da saúde se comprometeu para habilitar ao menos 250, incluindo, os monitores necessários.
- Ampliação de 40 leitos de UTI (já autorizados em portaria. Cidades contempladas: Blumenau, Indaial, Criciúma, Tubarão e Joinville).
- 300 mil testes de COVID-19 para SC (50 mil para Floripa e o restante será distribuído entre os demais municípios);
- 2 máquinas extratoras para o Lacen (Os equipamentos vão aumentar em 2,5x a velocidade de análise);
- Nova compra de medicamentos sedativos e anestésicos. O Ministério da Saúde deve fazer uma nova aquisição internacional – possivelmente do Uruguai – para distribuir aos estados, incluindo SC.
Destaques da coletiva
Embora agendada para às 17h, a entrevista coletiva concedida pelo ministro interino Eduardo Pazuello foi acontecer por volta das 18h30. O responsável pela pasta, que já a ocupa de maneira “provisória” há mais de 60 dias, clamou para que as pessoas, ao contrário do que defendia o protocolo inicial, busquem o diagnóstico o mais rápido possível.
“Nós clamamos as pessoas que ao sinal de qualquer mínimo sintoma da Covid-19, busquem ajuda médica. Quanto antes o diagnóstico, mais fácil e exitoso é o tratamento”, pontuou.
O ministro ainda falou sobre a ascensão da curva de contágio em toda a metade Centro-Sul do País. A alta nos números dos respectivos Estados, para Pazuello, está ligada diretamente a chegada do frio.
Ele pondera, no entanto, que a situação está “sob controle” já que a curva de mortes é diferente e não acompanha a curva de contágio.
“Há uma realidade do aumento dos casos de contaminação agora. Faz parte do inverno. A curva de contaminação, é importante que se diga, não representa aumento na curva de mortes”, observou Pazuello que, mais uma vez, sinalizou o diagnóstico rápido como o melhor “remédio” no combate ao novo coronavírus.
Vacina para o final do ano
Outro destaque trazido pelo ministro diz respeito a projeção de vacina que, aos poucos, avança mundialmente. Segundo trazido por ele, ao ser questionado, o Brasil, atualmente, trabalha em “três frentes” para produção de vacina: uma na China, uma na Inglaterra e outra nos Estados Unidos.
Além de pontuar particularidades e o que o governo federal arquitetou em cima, Pazuello traçou um prognóstico de que, se tudo caminhar como se projeta nesse sentido, entre o final do ano de 2020 e o início de 2021 a população brasileira poderá começar a ser vacinada.
“Estamos com três estruturas definidas e uma quarta entrando no radar”, limitou-se Pazuello.
Solidariedade com os números
Antes de encerrar, o general Eduardo Pazuello, entre o prefeito Gean Loureiro e a vice-governadora Daniela Reinehr, falou sobre a linha das 80 mil mortes, que o Brasil ultrapassou no último dia 20.
O militar lamentou e lembrou que “não são somente números, são vidas”, mas se comprometeu com trabalho a ajudar a encontrar soluções para minimizar os impactos nesse momento e, a médio prazo, liquidar com o problema.
De acordo com os números divulgados pela pasta, nessa quarta-feira, o Brasil contabiliza 2.166.232 milhões de casos confirmados.
Foram ainda recuperados 1.465.970 pessoas com um total de 81.597 óbitos.