A modelo irlandesa Maura Higgins quase morreu ao sofrer uma infecção após a mulher esquecer de tirar o absorvente interno, que ficou em seu corpo por três meses. A indicação para o uso deste tipo de absorvente é que sejam feitas trocas regularmente e que o tempo de uso não passe de 8 horas.
“Quando o médico encontrou, estava grudado no colo do útero”, disse a irlandesa – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação“Tinha um tampão dentro de mim por três meses. Quando o médico encontrou, estava grudado no colo do útero. E eu estava tão doente. Não sabia o que estava acontecendo. Teve gente que morreu por causa disso”, disse ela ao programa Shopping with Keith Lemon, da rede britânica ITV2.
A doença que quase vitimou Maura é a síndrome do choque tóxico. Ela se dá a partir de uma infecção por bactérias estafilococos aureus ou estreptococos do grupo A, que produzem uma série de toxinas e causam o choque, informou o portal R7.
SeguirNa entrevista, a modelo irlandesa, chegou a dizer que o esquecimento não é incomum e falar sobre o tema pode ajudar outras mulheres.
“Jovens podem não notar quando saem à noite, podem ficar bêbadas e esquecerem. Essas coisas realmente acontecem e as pessoas não falam sobre isso. Lembro de estar na escola, costumava tirar meu absorvente da bolsa, enfiá-lo na manga e depois ir ao banheiro… Não há para se envergonhar, esconder, por isso acho que é um tema importante”, afirmou Maura, de 31 anos, ao programa britânico.
Além de ser uma doença rara, a síndrome do choque tóxico por uso de absorventes internos não é tão fácil de acontecer, mas a recomendação é usá-los e trocar com frequência.
“Não é um evento comum, se for feito uso adequado do absorvente. Ele deve ser colocado e removido a partir do momento que ele estiver encharcado com o sangue menstrual. No caso de menstruações mais abundantes, pode ter vazamentos, então duas a quatro horas deve ser trocado e não deve exceder o período de 8 horas para que a troca aconteça do absorvente”, explica o ginecologista do Hospital Sírio Libanês e Albert Einstein, Alexandre Pupo.
Quando doença ocorre
“A síndrome não é comum, mas costuma acontecer subitamente. A pessoa está bem e, em poucos dias, você evolui para uma queda de pressão importante que pode levar a problemas na filtração dos rins e gradativamente alterações em coração, pulmão e fígado. Pode levar à falência múltipla de órgãos”, explica o ginecologista do Hospital Sírio Libanês e Albert Einstein, Alexandre Pupo.
Outros sintomas são febre alta, sensação de dor de garganta, inflamação pelo corpo, dor muscular, diarreia e pode ter erupção cutânea. O médico alerta também que em casos extremos pode levar a amputação de órgãos.
“A bactéria consegue entrar no tecido muscular e acaba colonizando também as faces entre os músculos que são áreas pouco irrigadas de sangue. O que torna o tratamento muito difícil eventualmente pode levar até a situações de amputação.”
Além do uso prolongado de absorventes internos, a infecção que causa a síndrome do choque tóxico pode acontecer “a partir da feridas cirúrgicas ou após um parto, quando há uma infecção da parte interna do útero, ou ainda, após cirurgias de nariz”, destaca Pupo.
A infecção por uso de tampão se dá “provavelmente a absorção do sangue pelo absorvente fica acumulado no fundo vaginal, junto com o material do próprio produto, e propicia a colonização [de bactérias]. Talvez, utilizando o sangue como um substrato, elas crescem em velocidade bastante rápida”, diz o ginecologista.
O tratamento para a síndrome é feito por meio do uso de antibióticos, que variam de acordo com a bactéria causadora da infecção, e de procedimento cirúrgico na área que começou a colonização.
“Temos de fazer a limpeza da área infectada, se for uma ferida ou alguma coisa do gênero. Se for um absorvente, temos de retirar o absorvente infectado porque ele é a fonte principal da bactéria e aguardar a resposta do corpo”, orienta Pupo.
Na entrevista, a modelo irlandesa, chegou a dizer que o esquecimento não é incomum e falar sobre o tema pode ajudar outras mulheres.
“Jovens podem não notar quando saem à noite, podem ficar bêbadas e esquecerem. Essas coisas realmente acontecem e as pessoas não falam sobre isso. Lembro de estar na escola, costumava tirar meu absorvente da bolsa, enfiá-lo na manga e depois ir ao banheiro… Não há para se envergonhar, esconder, por isso acho que é um tema importante”, afirmou Maura, de 31 anos, ao programa britânico.
Além de ser uma doença rara, a síndrome do choque tóxico por uso de absorventes internos não é tão fácil de acontecer, mas a recomendação é usá-los e trocar com frequência.