O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), foi um dos chefes dos executivos estaduais que deixou de assinar a carta conjunta para a manutenção das parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial. O texto, que contou com 16 signatários, foi enviado aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado nesta quarta-feira (24).
Carta conjunta pedia a manutenção do auxílio emergencial de R$ 600, mesmo valor da parcela paga em 2020 – Foto: Ricardo Wolffenbuttel//Secom/Divulgação/NDEm 2021, o auxílio emergencial começa a ser pago em abril, em quatro parcelas, com valores de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, dependendo do perfil das famílias.
O documento dos governadores alerta que o Brasil está convivendo diariamente com recorde de mortes por Covid-19, lotação de leitos hospitalares, ameaça de falta de medicamentos e esgotamento das equipes de saúde e que, por isso, os governadores acreditam que a redução dos valores do auxílio é inadequada para a eficácia da proteção aos brasileiros.
Seguir“Agir contra esse cenário requer medidas sanitárias e garantia de uma renda emergencial. Somente com essas medidas seremos capazes de evitar o avanço da morte”, afirma a carta.
Na carta, os chefes dos executivos estaduais ainda dizem entender “a importância de o país não se desviar de seu compromisso com a responsabilidade fiscal”.
Estudos técnicos em SC
Mesmo não assinando o documento, o Estado informou que Moisés pediu a realização de um estudo técnico para avaliar a criação de uma espécie de auxílio emergencial especial para catarinenses que tiveram a renda reduzida em razão da pandemia.
Auxílio emergencial volta a ser pago em abril de 2021 – Foto: Leonardo Sá/Agência SenadoPara isso, o governador informou que pretende buscar, em conjunto com os deputados e deputadas, a parceria da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) para a implementação da medida. O valor estipulado não foi divulgado. Procurada pela reportagem do ND+ na manhã desta sexta-feira (26), a assessoria do Estado não quis comentar a carta enviada aos presidentes.
Assinam a carta:
- Renan Filho – Governador do Estado de Alagoas
- Waldez Góes – Governador do Estado do Amapá
- Rui Costa – Governador do Estado da Bahia
- Camilo Santana – Governador do Estado do Ceará
- Renato Casagrande – Governador do Estado do Espírito Santo
- Flávio Dino – Governador do Estado do Maranhão
- Reinaldo Azambuja – Governador do Estado de Mato Grosso do Sul
- Helder Barbalho – Governador do Estado do Pará
- João Azevêdo – Governador do Estado da Paraíba
- Ratinho Junior – Governador do Estado do Paraná
- Paulo Câmara – Governador do Estado de Pernambuco
- Wellington Dias – Governador do Estado do Piauí
- Fátima Bezerra – Governadora do Estado do Rio Grande do Norte
- Eduardo Leite – Governador do Estado do Rio Grande do Sul
- João Dória – Governador do Estado de São Paulo
- Belivaldo Chagas – Governador do Estado de Sergipe
* Com informações de Agência Brasil.