Um morador de Palhoça, na Grande Florianópolis, foi autorizado pela Justiça Federal a cultivar cannabis para a produção própria de um remédio destinado à Síndrome de Marfan. A doença é rara e afeta, principalmente, o sistema cardiovascular, o esqueleto e a visão.
Doença Síndrome de Marfan provoca graves problemas cardiovasculares – Foto: Pixabay/Divulgação/NDSegundo a ONG Santa Cannabis, responsável por mover a ação, o morador comprovou não ter condições econômicas para importar o remédio.
A decisão da juíza Cláudia Maria Dadico, da 7ª Vara Federal de Florianópolis, permite que ele cultive até cinco plantas para extração do óleo, sem risco de ser preso ou de ter as plantas apreendidas.
SeguirConforme o médico Roberto Tobaldini, parceiro da organização, o canabidiol teria sido o único tratamento que “cessou as dores de maneira completa” do paciente, diagnosticado com a condição na infância. A doença também causa fortes dores no corpo e na cabeça.
O morador possui certificado de produção da planta – Foto: Pixabay/NDPara comprovar a competência para produzir o remédio, o morador anexou um certificado de cultivo e extração de cannabis ao processo.
“Não verifico nas condutas pretendidas a agressão à saúde pública ou individual. Pelo contrário. Impedir que o paciente pratique os atos almejados prejudicará sobremaneira o seu tratamento e sua qualidade de vida, causando prejuízos à sua saúde”, destacou a magistrada.