Moradora de SC encontra suposta pele de rato em molho de tomate e pede análise

Preocupada com a comunidade, enfermeira desembolsou R$ 200 para laboratório descobrir produto; técnicos concluíram que material aparentava ser papelão e bolor

Foto de Felipe Bottamedi

Felipe Bottamedi Florianópolis

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Ao ler no ND+ a história da moradora de Santa Catarina que encontrou um corpo estranho na lata de milho, a leitora Marisangela Miranda lembrou da experiência que viveu pouco antes do início da pandemia. A moradora de Palhoça também encontrou um material bizarro no molho de tomate e encaminhou o produto para análise laboratorial.

Molho de tomate estava com objeto estranho que lembrava rato encontrado por moradora de SCObjeto estranho estava dentro de molho de tomate – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND

Os fatos ocorreram em março de 2020 quando Marisangela chegou em casa após o trabalho. Mas antes a enfermeira passou no mercado e comprou um molho de tomate para o pedido da janta: um cachorro quente. Ao abrir o produto e despejar sobre as salsichas, teve um choque.

Uma material cinza de cinco centímetros, viscoso e cheio de bolinhas pretas caiu dentro da panela. Imediatamente ela jogou tudo no lixo, mas guardou uma parte. Naquela noite ela desistiu de jantar o hot-dog. “Na hora que abri e coloquei na salsicha pensei que era pele de rato”, conta.

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Logo na manhã do dia seguinte ela encaminhou um e-mail para a Fugini, fabricante do molho, relatando o problema. A empresa lamentou o ocorrido e se desculpou com a consumidora, ressaltando as etapas de controle de qualidade pelas quais passam todos os produtos.

Temor

Nos dias seguintes a profissional de saúde começou a ficar preocupada. “Fiquei pensando no pessoal. Um único lote tem muito produto, imagina se tivesse um rato”, afirma a moradora.

Foi quando ela decidiu contratar uma análise laboratorial do produto, que custou cerca de R$ 200.

Utilizando microscópio, os técnicos atestaram que o material não tinha “semelhança com tecido vivo”, afastando a possibilidade de ser um rato. No entanto “possuía aspecto embolorado, inodoro e aparentava característica de embalagem (papelão)”.

A conclusão foi um alívio. “Se fosse um rato as pessoas poderiam até vir a óbito. É bom se atentar a essas coisas”, afirma a moradora sobre a experiência. Com Santa Catarina vivendo os primeiros casos de Covid-19, ela acabou deixando a história de lado.

Erros de manuseio e transporte

A reportagem procurou a Fugini Alimentos por e-mail e mensagens nas redes sociais. A empresa não retornou até o fechamento da reportagem. O espaço está aberto.

Na ocasião dos fatos, a empresa retornou aos questionamentos de Marisangela.

“A embalagem sachê é industrializada automaticamente desde sua formação, enchimento e fechamento da mesma […] o que pode vir a ocorrer eventualmente, é um micro furo (imperceptível a olho nu) na embalagem pelo manuseio incorreto em transporte e/ou armazenamento nos pontos de distribuição”, informou a empresa.

Por conta disso, ocorre a contaminação do produto pelo ar, e consequentemente, o surgimento de bolor. “Ressaltamos ainda que o produto não possui conservadores e que esta contaminação pode ocorrer no armazenamento e por período incorreto na geladeira, pois no verso da embalagem é informado que o consumo deve ser realizado até dois dias após a abertura da embalagem”, concluiu a nota.

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