O caminhoneiro criciumense Jesiel Nunes da Silva, 45 anos, que estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande (MS) com Covid-19 faleceu na madrugada desta quinta-feira (1).
Caminhoneiro Jesiel Nunes da Silva estava internado na UTI do Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande (MS) – Foto: Arquivo Família/NDApós ser liberado no Centro de Triagem de Criciúma e considerado curado da Covid-19, Jesiel foi trabalhar e viajou com destino à Rondônia. Porém quando estava em Campo Grande se sentiu mal, parou o caminhão e foi socorrido pela ambulância da concessionário da rodovia. Jesia foi, então, imediatamente internada em uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade e posteriormente transferido para o Hospital.
Morador do bairro Vera Cruz, ele estava internado desde o dia 10 de junho. A esposa de Jesial, Elisiana Eufrásio da Silva e a mãe dele estavam em Campo Grande acompanhando o caso. Jesiel deixa a esposa e duas filhas de 14 e 16 anos. O velório e sepultamento serão realizados nesta sexta-feira (2), no cemitério do bairro Brasília, em Criciúma. Um funerária de Campo Grande realizará o translado do corpo.
SeguirReclamação de atendimento no Centro de Triagem
A família de Jesiel reclama do atendimento recebido por ele no Centro de Triagem do Coronavírus em Criciúma. Em matéria veiculada no portal NDmais na última semana, Elisiana destacava que o caminhoneiro havia recebido alta sem estar bem e não teve o atestado médico prolongado. Além disso, ela contou que não havia sido feito nenhum exame nele.
“Meu pedido é para que outras famílias não passem pelo que a gente está passando, pessoas se alertem quando for lá procurar o Centro, porque está uma loucura, que peça o exame, porque o mínimo que o médico pode fazer é examinar o paciente”, desabafou ela na época.
Centro de Triagem do Coronavírus em Criciúma – Foto: Divulgação/PrefeituraProcedimento considerado normal
De acordo com o prontuário de Jesiel, o diretor diretor técnico da Secretaria de Saúde, que coordena o Centro de Triagem de Criciúma, Dr. Ronald Barroso, destacou, na época, que o procedimento adotado durante a consulta havia sido normal.
“Todo mundo pós Covid-19 tem esse cansaço, ele voltou por causa disso. Foi tirada a oxigenação dele que no oxímetro deu 97, não tinha mais febre, já estava com a quarentena cumprida e o médico que atendeu orientou para que fosse procurado o Posto de Saúde em caso de aparecer algo mais grave”, comenta.
Ele destacou, ainda, que as portas estavam abertas para a família entrar em contato e buscar esclarecer essa situação.
“Fica a critério da família procurar as respostas. A prefeitura está com as portas abertas para qualquer tipo de dúvida. Nunca tivemos problemas com o médico que atendeu, é um excelente médico. Foi um procedimento normal que acontece todos os dias”, ressalta Ronald.