Mortes por Covid-19 entre pessoas de 40 a 49 anos crescem mais de 500% em Florianópolis

Apesar disso, houve diminuição de até 74% em mortes nos grupos que já foram amplamente vacinados

Redação ND Florianópolis

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Florianópolis registrou, em abril, um aumento de 566% no número de mortes por Covid-19 na população entre 40 e 49 anos. A comparação foi feita em relação à média para a idade desde o início da pandemia, com base nos dados disponíveis no Portal da Transparência.

Florianópolis registrou aumento de mortes por Covid-19 entre adultos de 40 a 49 anosFlorianópolis registrou aumento de mortes por Covid-19 entre adultos de 40 a 49 anos – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Arquivo/ND

Só em abril de 2021, 11 pessoas que compreendem a faixa etária morreram em decorrência do vírus na Capital.

O índice superou o aumento percentual em Santa Catarina, de 118%, que é considerado o segundo maior do país, segundo levantamento da Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais).

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Conforme a associação, o número indica que a vacinação em massa da  população é o melhor caminho para conter a crise sanitária e considera que parte relevante do grupo ainda aguarda o processo imunização.

Aumento da Capital

Em Florianópolis, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento de mortes em relação à média entre abril de 2020 a março de 2021 foi o do grupo entre 40 e 49 anos, com crescimento de 566%.

Segundo a base de dados do portal, o aumento se dá mesmo com uma queda nos números absolutos de falecimentos desta faixa etária no último mês, que passaram de 257 em março para 121 em abril.

O segundo maior crescimento aconteceu na faixa de pessoas entre 30 e 39 anos, com acréscimo de 120% na média para a idade. Em março, o ND+ já havia sinalizado para a mudança no perfil das vítimas de Covid-19 no Estado: até o dia 10, 64 jovens e adultos, com idades entre 21 e 45 anos e sem comorbidades, tinham morrido pela doença em Santa Catarina.

Vacina mostrando efeito

Houve aumento de mortes entre idosos de 60 a 69 anos, embora em um patamar consideravelmente menor: 24% a mais do que a média da idade no período analisado. De acordo com um balanço da Arpen, houve também uma diminuição em números absolutos na comparação com o mês anterior: 55 óbitos em março e 35 em abril.

Houve diminuição de mortes em grupos que já receberam amplamente a vacina -Houve diminuição de mortes em grupos que já receberam amplamente a vacina – Foto: Leonardo Sousa/PMF/Arquivo/ND

Nas idades mais avançadas, com maior acesso à vacina, o número de mortes caiu em relação à média da idade desde o início da pandemia. Reduziu 43% na faixa entre 70 e 79 anos, 69% entre 80 e 89 anos, e 74% na população entre 90 e 99 anos.

Sem comorbidades

O caso do ator Paulo Gustavo, que morreu de Covid-19 em 4 de maio, aos 42 anos, mesmo sem apresentar comorbidades, reacende o alerta para a gravidade da doença.

O presidente da Sociedade Catarinense de Infectologia, Fábio Guadenzi, afirmou que a ausência de outras doenças crônicas não garante que os sintomas da doença sejam leves.

“Existem as já conhecidas, mas pacientes sem nenhuma comorbidades também podem se encontrar em estado grave. Qualquer pessoa pode adoecer pela Covid-19, mas por fatores ainda não bem compreendidos”, explicou.