Os serviços de saúde em São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, têm gerado polêmica no município nos últimos dias. Responsável pela administração do Hospital e Maternidade Municipal Nossa Senhora da Graça e da UPA 24 horas, o INDSH (Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano) tem estudado propostas para mudar o formato de contratação de serviços técnicos de radiologia, a fim de contratar uma empresa especializada na oferta dos serviços.
Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Graça DE SÃO FRANCISCO DO SUL – Foto: Divulgação NDA mudança gerou reclamação do Sindicato dos Empregadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Joinville e Região, que trata a mudança como “quarteirização”. O hospital se manifestou por meio de nota, alegando que a mudança tem como objetivo principal garantir “serviços de qualidade aos usuários, seguindo os princípios fundamentais do SUS, que são: equidade, integralidade e igualdade”.
De acordo com a Secretaria de Saúde, que ressaltou a autonomia do INDSH, responsável pela gestão das unidades, o município foi comunicado das dificuldades enfrentadas com o atual modelo e, por isso, vem acompanhando as propostas apresentadas para a mudança efetiva no serviço.
SeguirAtualmente, o serviço de radiologia é composto por funcionários contratados pelo Instituto e, de acordo com a secretaria, “são alvo de critica gerando insatisfações constantes pela morosidade e reclamações sobre ética e respeito com usuários e quadro de profissionais”.
O custo por profissional, salienta a secretaria, ultrapassa R$ 8 mil, totalizando mais de R$ 94,2 mil, segundo o município. De acordo com as propostas já recebidas, o custo seria reduzido para valores entre R$ 34,5 mil e R$ 58 mil.
“O objetivo maior da mudança no modelo de prestação de serviço, visa a melhoria do atendimento com eficiência e celeridade nos laudos”, reforça o município. O Instituto reforça, ainda, que os valores atuais estão acima da média de outros hospitais da região.
“O INDSH é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos e toda redução de custos é utilizada no próprio hospital, conforme prestação de contas enviada mensalmente à Secretaria Municipal de Saúde e ao Conselho Municipal de Saúde. Não medimos esforços, neste momento crítico de aumento dos custos dos medicamentos e outros insumos, para buscar alternativas e oferecer o melhor para a população francisquense”, finaliza.
Já o presidente do sindicato, Lorival Pisetta, ressalta que a decisão, se confirmada e mantida, representa prejuízos porque “acaba desqualificando os trabalhos dos profissionais porque eles estão desmotivados, vão receber menos e trabalhar mais e isso reflete na comunidade”.
Pisetta explica que, para o sindicato, terceirizar o serviço é uma forma de “quarteirizar” mais um atendimento, uma vez que a gestão já não é do município. Ele conta, ainda, que o sindicato se reuniu com o prefeito para apresentar os argumentos contrários à mudança.
“Felizmente, ele nos pareceu muito sensível. Nós entendemos que há um equívoco na gestão desse projeto e pedimos que o prefeito se sensibilize e não permita que essa injustiça aconteça. Ele não deu um prazo, mas nós esperamos que em questão de semanas um passo seja dado e esperamos que seja de não ocorrer”, finaliza.
Não há, ainda, um prazo para a tomada de decisão e o INDSH está com a proposta de alteração em andamento.