O presidente da Fecam (Federação dos Municípios de Santa Catarina), Clenilton Pereira, apresentou nesta sexta-feira (26) uma carta de intenção de compra de 2 milhões de doses da Sputinik V, imunizante contra a Covid-19 produzido na Rússia. Segundo ele, “os municípios não podem esperar”.
Fecam quer comprar 2 milhões de doses da Sputinik V produzida na Rússia – Foto: DivulgaçãoO documento será enviado à Câmara Brasil-Rússia e, após a aprovação, tem o prazo de até 20 dias para chegar em Santa Catarina. No entanto, Pereira garante que o pagamento das doses só será efetuado quando as vacinas chegarem em solo catarinense.
“Nós só vamos pagar quando estiver no aeroporto de Santa Catarina e tudo liberado pela Vigilância Sanitária. Antes disso não se paga nada”, afirmou Pereira.
SeguirO pedido de novas doses ocorre em meio ao colapso da saúde no Estado, conforme anunciou o secretário de Estado da Saúde André Motta Ribeiro, em ofício nesta quarta-feira (24).
A carta reitera a urgência em conseguir novas doses. “Considerando a enorme urgência pela qual atravessamos, dado os avanços devastadores da pandemia, solicitamos máxima brevidade no encaminhamento da proposta de aquisição para podermos rapidamente avançarmos com a aquisição pretendida”, diz o texto.
Segundo o presidente da Fecam, em entrevista ao Grupo ND, os prefeitos estão buscando por vacinas. “Os prefeitos têm me ligado e dito o seguinte: presidente, se precisar eu respondo ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, eu preciso é vacinar a minha cidade. Essa é a sensação de cada prefeito e prefeita”, diz.
Pioneirismo da Fecam
A Fecam já esteve à frente da tentativa de garantir doses aos municípios catarinenses. Em dezembro, a federação firmou uma parceria com o Instituto Butantan para a compra de vacinas CoronaVac, antes mesmo de o Ministério da Saúde sinalizar a intenção de compra.
No entanto, a parceria foi cancelada quando o governo federal requisitou a compra das 6 milhões de doses disponíveis da vacina à época e, por meio do PNI (Plano Nacional de Imunizações), assumiu a distribuição do imunizante.
“Quando a Fecam foi ao Butantan, pouca gente no Brasil acreditava [que conseguiria a vacina]. A partir do momento que estivemos no Butantan, todos olharam para lá e o governo federal acabou buscando todas as vacinas para ele. Acredito que agora não será diferente”, aponta o presidente da entidade.
O palpite dele é que, quando as vacinas chegarem a Santa Catarina, “todos irão comprar e o Estado será um grande parceiro nesse processo”.