A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) publicou mais um boletim InfoGripe, referente ao cenário brasileiro e os casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Os dados mostram os números nos 26 Estados e no Distrito Federal. Entre as análises, Santa Catarina tem queda na tendência de longo prazo de casos. No entanto, não é o caso de Florianópolis.
Tendência de casos são representadas neste mapa. Nas imagens mais recentes, é possível ver como o nível de casos semanais está mais baixo – Foto: Fiocruz/ Divulgação/ NDA Capital catarinense está junto de mais 12 capitais com alta considerada ‘leve’ na tendência de infecção nas últimas seis semanas. São elas: Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Macapá, Manaus, Natal, Porto Velho, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo.
No Brasil, embora se mostre como um crescimento leve, a análise por faixa etária indica aumento em todas as faixas etárias abaixo de 60 anos.
SeguirCom relação aos grupos mais afetados, o pesquisador e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, explica que se trata de um crescimento de oscilação.
“Assim como foi destacado para os Estados, a análise da evolução temporal por faixa etária sugere tratar-se apenas de crescimento leve compatível com oscilação ao redor de patamar estável, de modo geral”, explica.
SRAG no Brasil
Ainda de acordo com Gomes, na população com 30 anos ou mais o crescimento de casos é relativamente pequeno, sendo mais expressivo e presente, desde novembro, em crianças, adolescentes e jovens adultos de 20 a 29 anos.
Florianópolis tem alta na tendência nos casos de SRAG – Foto: Leo Munhoz/NDNo caso dos adolescentes de 10 a 19 anos e jovens adultos de 20 a 29 anos, os casos estão majoritariamente associados à Covid-19.
Estados com sinal de crescimento na tendência de longo prazo de casos de SRAG:
- Acre;
- Amazonas;
- Amapá;
- Bahia;
- Ceará;
- Distrito Federal;
- Espírito Santo;
- Maranhão;
- Mato Grosso do Sul;
- Pará;
- Rio de Janeiro;
- Rondônia;
- São Paulo.
Em sete Estados, incluindo SC, há sinal de queda na tendência de longo prazo: Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Outros quatro têm sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, abrangendo as últimas 3 semanas. São eles: Alagoas, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte.
No entanto, todos estão em situação compatível com oscilação em torno de valor estável. Em Minas Gerais o crescimento recente está concentrado fundamentalmente em crianças de 0 a 9 anos.