Uma eventual lei contra o passaporte da vacina em Santa Catarina já tem até nome: Lei Bruno Graff – catarinense de Blumenau que teria morrido em consequência da aplicação do imunizante da AstraZeneca contra o coronavírus.
Mesmo diante de uma plateia antivacina, em audiência pública nesta quinta-feira (2), o deputado Jessé Lopes (PSL) sentenciou: a lei não deve passar.
Justificou que os colegas “não querem assumir a responsabilidade”.
SeguirTrês projetos de lei sobre o assunto tramitam na Assembleia Legislativa para proibir o passaporte da vacina em Santa Catarina.
Audiência pública é marcada por discursos antivacina
Convidados antivacinas criticaram a exigência do passaporte vacinal durante audiência pública da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) realizada na tarde de quinta-feira (2), na Assembleia Legislativa, para debater o projeto de lei 317/2021, contra o passaporte, que, segundo deputado Jessé Lopes (PSL), não deve avançar.
“Alguns dizem ‘já me vacinei, o que tem de mostrar? É falta de vontade?’ Acho que é falta de informação, aqui não há resistência por parte dos deputados, passei uma moção de repúdio contra o prefeito de Florianópolis com relação a isso e não houve contestação, mas acho muito difícil os deputados desta Casa assumirem essa responsabilidade. O projeto contra a vacinação, por que não tramita? Porque não querem assumir a responsabilidade.” Jessé Lopes (PSL), deputado
Felipe Estevão (PSL), autor do projeto de lei 317/2021, avaliou que o passaporte não é exigido em prol da saúde pública, nem pelo avanço da vacinação, mas para invadir a privacidade, segregar os não-vacinados e delimitar a liberdade individual.
“É mero e puro autoritarismo, a gente não pode se curvar aos governos que querem cercear o direito à liberdade”, disse Felipe.
Sargento Lima (PL) concordou com os oradores da audiência. “Estamos diante de uma afronta direta contra o artigo 5º da Constituição Federal, a obrigatoriedade nos faz ressuscitar uma prática nazista de criar uma subclasse, ou seja nazismo, é relegar ao esquecimento as vitimas de reações adversas. O passaporte é uma ideia de uma mente criminosa, ilegal, nazista e comunista”, disse Lima.
Outras declarações da audiência pública
“As garantias constitucionais nos apontam para o seguinte questionamento: é lícito, é algo que não deva gerar preocupação que se tenha restrições a esse conjunto de liberdades, ainda que o propósito seja nobre? Não somos contra as vacinas, mas estamos lutando pelo direito de escolher.” Rui Arno Richter, membro do MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina)
“A Covid tem tratamento, profilaxia com medicamentos reposicionados, o passaporte é controle social, coerção, os vacinados contraem e transmitem, por isso o passaporte é inútil.” Akemi Scarlet, psiquiatra que atua no Hospital das Clínicas de Porto Alegre
“As vacinas são um experimento em escala global que termina em 2023. A Coronavac tem 50 mi de partículas a cada 0,5 ml, a Pfizer tem trilhões de partículas, o problema não é saúde, é controle social.” Geovana Lara, do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, de Belo Horizonte
“Defendemos a liberdade de escolha do cidadão de ser ou não ser vacinado, as vacinas são experimentais, não foram estudadas em crianças, não foram estudadas as vacinações cruzadas, desconhecendo que as pessoas que já tiveram Covid e as crianças possuem alto grau de imunidade.” Sonia Maria Groisman, membro do MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina)
“As vacinas vieram para favorecer a quarta revolução industrial, um desmonte civilizacional através da biotecnologia e da cibernética, um controle desmedido sobre todos.” Hermes Rodrigues Neri, professor da PUC-RJ
Lei Bruno Graff
Logo no início da audiência, a deputada Ana Campagnolo (PSL), que presidiu os trabalhos, informou que o projeto de lei 317/2021, doravante será chamado de “Projeto Bruno Graff”, em homenagem ao jovem blumenauense que morreu em decorrência dos efeitos da vacina AstraZeneca, cuja causa morte foi atestada pela Vigilância Sanitária do Estado.
“O estado se julga apto a cuidar de todos, mas vacina não é solução, é parte do problema. A vacina era para imunizar o Bruno e o resultado foi outro, foi realizado exame e comprovado o vínculo pós vacinação contra a Covid-19. Quero alertar todas as pessoas sobre a realidade, existe algo muito maior e maligno, uma guerra espiritual do mal contra o bem, não façam como eu fiz, que desdenhei quem tentou alertar, fui alertada por uma amiga e eu achei que ela era louca, paguei um preço muito caro.” Arlene Graff, mãe de Bruno
Audiência concorrida
Além de dezenas de participantes presenciais e centenas de virtuais, a audiência pública contou com a participação de representantes do Ministério Público Federal (MPF), Movimento Conservadorismo Floripa, Associação Brasileira de Vítimas de Vacinas e Medicamentos (Abravac), Movimento Cristão Pela Liberdade, Movimento Brasil Verde Amarelo, entre outras organizações.
Com reportagem de Vítor Santos da Agência AL