Neurocientistas apontam quais exercícios protegem o cérebro do Alzheimer e ajudam a memória

O Alzheimer é caracterizado pelo declínio progressivo das funções cognitivas, afetando principalmente a memória e a capacidade de raciocínio

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Gabrielle Tavares Florianópolis

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Exercício aeróbico é o mais indicado para retardar AlzheimerExercício aeróbico é o mais indicado para retardar doença – Foto: Reprodução/ND

A prática regular de exercícios aeróbicos já é muito reconhecida por seus benefícios para a saúde física. No entanto, pesquisas recentes sugerem que essas atividades podem desempenhar um papel ainda mais importante: a prevenção de doenças neurodegenerativas, incluindo o Alzheimer.

Estudos realizados por instituições como a Universidade de Bristol, no Reino Unido, apontam que a atividade física pode ter um efeito protetor sobre o cérebro.

O impacto dos exercícios aeróbicos contra o Alzheimer

O Alzheimer é caracterizado pelo declínio progressivo das funções cognitivas, afetando principalmente a memória e a capacidade de raciocínio. Até o momento, não há cura para a doença, e o foco dos estudos tem sido encontrar formas de retardar sua progressão.

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Pesquisas recentes indicam que a prática de exercícios aeróbicos pode não apenas desacelerar esse declínio, mas também atuar diretamente em mecanismos celulares que protegem o cérebro.

Grupo de pessoas correndoEstudo analisou o impacto dos exercícios aeróbicos no hipocampo – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Descobertas científicas sobre os efeitos dos exercícios

Um estudo publicado na revista Brain Research analisou o impacto dos exercícios aeróbicos no hipocampo, região do cérebro essencial para a memória e o aprendizado.

Os pesquisadores avaliaram marcadores da doença de Alzheimer, como o acúmulo de placas amiloides, emaranhados de proteína “tau” e excesso de ferro, fatores ligados ao desenvolvimento da doença.

Os testes foram realizados em roedores submetidos a um programa de exercícios estruturado, e os resultados foram surpreendentes:

  • Redução de 76% nas placas amiloides;
  • Diminuição de 63% nos emaranhados de proteína tau;
  • Queda de 58% no acúmulo de ferro no cérebro.

Esses números indicam uma melhora significativa no ambiente cerebral, sugerindo que os exercícios aeróbicos podem atuar como um fator de proteção contra o Alzheimer.

Pessoa nadando em uma piscinaExercícios aeróbicos podem atuar como um fator de proteção contra o Alzheimer.- Foto: Lucas Colombo/SRM/Divulgação/ND

Outros benefícios para o cérebro

Além de atuar diretamente nos marcadores da doença, a prática de exercícios aeróbicos mostrou outros efeitos positivos:

  • Redução da inflamação cerebral em até 68%, um fator importante na progressão de doenças neurodegenerativas;
  • Melhora na comunicação entre as células cerebrais, essencial para manter as funções cognitivas e preservar a memória;
  • Prevenção da morte celular, contribuindo para um cérebro mais saudável e funcional ao longo da vida.

Esses resultados reforçam a ideia de que manter uma rotina de atividade física pode ser uma estratégia eficiente para proteger o cérebro do envelhecimento e reduzir os riscos de desenvolvimento do Alzheimer.

Atletas de ciclismo competindo Os exercícios aeróbicos são aqueles que envolvem grande consumo de oxigênio por um período prolongado – Foto: Ariel Wojciechowski/ND

Quais exercícios aeróbicos são mais indicados?

Os exercícios aeróbicos são aqueles que envolvem grande consumo de oxigênio por um período prolongado. Entre os mais recomendados estão:

  •  Caminhadas e corridas: fáceis de adaptar ao nível de preparo físico e excelentes para o sistema cardiovascular;
  • Natação: atividade de baixo impacto, ideal para quem busca um exercício completo sem sobrecarregar as articulações;
  • Ciclismo: promove resistência e melhora a circulação sanguínea, podendo ser feito ao ar livre ou na academia;
  • Dança e esportes recreativos: alternativas dinâmicas para manter o corpo em movimento de forma prazerosa.

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