Nossa ilha está definitivamente doente. Os lugares onde procurávamos diversão como Dizzy, Iron Bar e KZ7 (nos bairros essa lista é muito maior) cederam lugar para as farmácias. Dia desses, um conhecido casal, já separado e assíduo frequentador destes locais, se encontrou na fila comprando antidepressivos.
Farmácia em Santa Catarina – Foto: DivulgaçãoO que está fechando agora são as livrarias, outra grande diversão rumo a verdadeira evolução. Ler é cultura. Só que os cultos gastam mais dinheiro em ansiolíticos do que em livros.
Mais uma vez grandes redes de drogarias tomam conta do espaço com o compromisso de honrar aluguéis absurdos, criando verdadeira bolha imobiliária e deixando muitos imóveis fechados.
SeguirInverteram o título do livro: ‘Mais Prozac, menos Platão’. Isso deixa claro que os remédios vendem muito mais que livros. A novidade do momento é que esse novo tipo de atividade comercial ampliou seu portfólio de produtos vendendo energéticos, refrigerantes e acessórios para aparelhos celulares.
Alguma coisa está fora da ordem. Falta pouco para vender cerveja com música ao vivo patrocinada por remédios para fígado e dor de cabeça anunciada em lounge, e em frente à apresentação do Xarope da dupla Fulano e Beltrano na noite do Sertanejo Drogasom.
Verdadeiros heróis que merecem prestígio são os antigos farmacêuticos, tão bem representados pela taça e a serpente, símbolos dos verdadeiros boticários.