Cacau Menezes cacau.menezes@ndtv.com.br

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo

Nossa Ilha está literalmente doente

Onde nos divertíamos, agora é só farmácia

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Nossa ilha está definitivamente doente. Os lugares onde procurávamos diversão como Dizzy, Iron Bar e KZ7 (nos bairros essa lista é muito maior) cederam lugar para as farmácias. Dia desses, um conhecido casal, já separado e assíduo frequentador destes locais, se encontrou na fila comprando antidepressivos.

Farmácia em Santa Catarina – Foto: DivulgaçãoFarmácia em Santa Catarina – Foto: Divulgação

O que está fechando agora são as livrarias, outra grande diversão rumo a verdadeira evolução. Ler é cultura. Só que os cultos gastam mais dinheiro em ansiolíticos do que em livros.

Mais uma vez grandes redes de drogarias tomam conta do espaço com o compromisso de honrar aluguéis absurdos, criando verdadeira bolha imobiliária e deixando muitos imóveis fechados.

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Inverteram o título do livro: ‘Mais Prozac, menos Platão’. Isso deixa claro que os remédios vendem muito mais que livros. A novidade do momento é que esse novo tipo de atividade comercial ampliou seu portfólio de produtos vendendo energéticos, refrigerantes e acessórios para aparelhos celulares.

Alguma coisa está fora da ordem. Falta pouco para vender cerveja com música ao vivo patrocinada por remédios para fígado e dor de cabeça anunciada em lounge, e em frente à apresentação do Xarope da dupla Fulano  e Beltrano na noite do Sertanejo Drogasom.

Verdadeiros heróis que merecem prestígio são os antigos farmacêuticos, tão bem representados pela taça e a serpente, símbolos dos verdadeiros boticários.

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