Nova onda da Covid-19 já estaria em curso não fosse a vacinação, diz infectologista

Imunização em massa tem evitado nova explosão de casos, mas ainda não é suficiente para fazer com que os números da pandemia diminuam conforme o esperado

João Victor Góes Blumenau

Receba as principais notícias no WhatsApp

A dinâmica tem sido a mesma, semana após semana. O Governo do Estado divulga a atualização do Mapa de Risco Potencial para Covid-19 e o Médio Vale do Itajaí muda de classificação, hora em nível gravíssimo e hora em nível grave.

Central da vacinação em Blumenau tem capacidade de imunizar 3,2 mil pessoas por dia – Foto: Diorgnes Lima/NDCentral da vacinação em Blumenau tem capacidade de imunizar 3,2 mil pessoas por dia – Foto: Diorgnes Lima/ND

Esse vai e vem pode ter um motivo: a vacinação. De acordo com o infectologista, Dr. Ricardo Freitas, as regiões do Médio Vale e da Grande Florianópolis tem conseguido acelerar a vacinação da população contra o coronavírus.

Essa imunização em massa tem evitado uma nova onda da Covid-19, mas ainda não é suficiente para fazer com que os número da pandemia diminuam de forma satisfatória.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“Essa onda, que era para ser a quarta, já deveria estar em curso aqui na região. A gente teve três ou quatro semanas consecutivas de aumento no número de casos. Foi um aumento lento, mas consecutivo. E agora já estamos há três semanas com a pandemia estagnada num patamar alto. Não baixou, mas também parou de subir”, explica Freitas.

O infectologista prossegue: “O vírus está querendo causar essa onda novamente, mas acredito que com a aceleração da vacinação, estamos conseguindo sustentar essa onda em um patamar aceitável, vamos dizer assim”, pontua Freitas.

Questionado sobre quais políticas públicas ainda podem ser adotadas para frear uma nova onda da Covid-19 na região, o infectologista é enfático ao dizer que a essa altura da pandemia a vacinação é a principal solução.

“Não tem mais o que a gente possa fazer além do que já foi feito. A não ser acelerar a vacinação dentro do possível. Acredito que com a vinda das vacinas da Janssen, o Butantã entregando o lote que ficou duas semanas parado e a Fiocruz mantendo a produção da Astrazeneca, é muito possível que a gente consiga evitar essa quarta onda e aí começar a controlar a pandemia”, projeta Freitas.

Ammvi também aposta na vacinação

O prefeito de Gaspar e presidente da Ammvi (Associação dos Munícipios do Médio Vale do Itajaí), Kleber Wan-Dall (MDB), garante que a associação monitora a situação da pandemia na região.

Segundo ele, as prefeituras estão fazendo o seu papel, mas é difícil continuar sensibilizando a população quanto aos cuidados mais de um ano após o início da pandemia.

“Nós percebemos que a população está cansada. A pandemia alterou a rotina de todos. Por mais que a gente reforce o pedido para que as regras sanitárias continuem sendo seguidas, é nítido o esgotamento da população”, diz Wan-Dall.

Kleber Wan-Dall durante drive-thru de vacinação em Gaspar – Foto: Divulgação/Redes SociaisKleber Wan-Dall durante drive-thru de vacinação em Gaspar – Foto: Divulgação/Redes Sociais

>> Veja também: prefeito viraliza ao dançar pisadinha para incentivar vacinação em SC

O presidente da Ammvi também reforça que a principal forma de dar fim a pandemia é continuar vacinando. “Atualmente vemos poucas pessoas em UTIs com mais de 60 anos. Isso é fruto da vacinação. Precisamos continuar imunizando e aguardando a aquisição de novas doses por parte do Ministério da Saúde”, finaliza o prefeito.