A situação da pandemia em Joinville, no Norte de Santa Catarina, continua sendo motivo de preocupação desde 2020. A região permanece em nível gravíssimo e, na última matriz de risco da Covid-19, divulgada no sábado (21), Joinville novamente aparece com níveis preocupantes, entre eles, o de capacidade de atenção, que leva em conta a ocupação hospitalar, que tem uma das maiores médias do Estado.
Joinville e Estado têm dados divergentes sobre os leitos de UTI e, segundo o Coes, só há leitos no Hospital Regional – Foto: Carlos Jr./NDAlém disso, a transferência de pacientes de Joinville para outras cidades acendeu o alerta sobre a capacidade que as estruturas de saúde de cidade têm para absorver a alta demanda. E a partir dessas transferências, ficou evidenciada a divergência de dados no número de leitos disponíveis.
Município aponta mais leitos do que os dados do Estado – Foto: Reprodução/NDMais uma vez, os dados disponibilizados por município e Estado não batem. Na última atualização do município, realizada na terça-feira (24), às 17h, Joinville possui oito leitos públicos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 15 leitos públicos de enfermaria disponíveis para receber pacientes para tratamento da Covid-19.
SeguirNo entanto, novamente, os dados do Estado mostram um cenário ainda mais preocupante. Segundo o Coes (Central de Operações de Emergência em Saúde), toda a região Norte e Nordeste tem sete leitos disponíveis e, destes, três estão em Joinville, no Hospital Hans Dieter Schmidt.
Dados do Estado foram atualizados na noite de terça-feira (24) – Foto: Reprodução/NDDe acordo com o Estado, o Hospital Municipal São José e o Hospital Bethesda estão com 100% de ocupação e não têm condições de receber novos pacientes para tratamento intensivo. Os leitos de enfermaria, segundo o Coes, são 12.
A assessoria do município atualizou à reportagem do ND+ os números de leitos disponíveis na manhã desta quarta-feira (25). Segundo o município, Joinville tem, às 12h, 62 leitos de enfermaria e 23 leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19.
A reportagem também entrou em contato com o Estado questionando a divergência, mas até o momento não obteve retorno.