Número de mortes por Covid-19 é quase 3 vezes maior que o registrado, calcula OMS

Contagem oficial da organização aponta 7 milhões de mortes, porém total pode chegar a 20 milhões de óbitos

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R7 São Paulo

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou nesta sexta-feira (5) que a Covid-19 deixou “pelo menos 20 milhões” de mortos, praticamente o triplo do saldo de vítimas registrado oficialmente.

A grande variedade de métodos de contagem e a sensibilidade política dessas estatísticas muitas vezes tornam impossível saber o número exato de mortes.

De acordo com a OMS, mortes por Covid estão subnotificadas – Foto: Pixabay/Divulgação/NDDe acordo com a OMS, mortes por Covid estão subnotificadas – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

Perto de 7 milhões de mortes no mundo

O número oficial de óbitos por Covid-19 informado pela OMS até 3 de maio é de 6,9 ​​milhões, segundo seu site, que é continuamente atualizado.

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Mas pesquisadores da agência de saúde das Nações Unidas explicaram em um artigo na revista Nature em dezembro que os dados estão longe da realidade.

Devido à falta de infraestrutura de saúde, alguns países demoraram muito mais do que outros para detectar o vírus e, portanto, notificá-lo como causa de morte.

Os critérios também variam muito de um país para outro. Desde o fim do ano, apenas as pessoas que morreram diretamente de insuficiência respiratória relacionada à Covid-19 foram contabilizadas nas estatísticas na China, uma mudança na metodologia que pode subestimar o número real de vítimas.

O chefe da seção de estimativas demográficas da divisão de população da ONU, Patrick Gerland, explicou à AFP que, para alguns países, “é muito complicado” obter dados sobre mortalidade.

A ONU espera, por exemplo, que a Índia forneça “resultados sobre taxas de mortalidade por idade e sexo” com base em um sistema de projeções por amostragem (Sistema de Registro de Amostras, em inglês). Os últimos dados disponíveis são de 2019.

Mortes ligadas direta ou indiretamente à pandemia

A OMS conta com a medição do “excesso de mortalidade” para compensar essa falta de dados confiáveis ​​e comparáveis.

O excesso de mortalidade é a diferença entre o número de mortes reais e o número estimado de mortes na ausência de uma pandemia.

A OMS estimou que, somente no biênio 2020-2021, quase 15 milhões de pessoas morreram em todo o mundo de Covid-19 ou de “outros problemas de saúde para pessoas que não tiveram acesso a cuidados porque os sistemas de saúde ficaram sobrecarregados”.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reviu essa cifra para cima nesta sexta-feira (5) em uma conferência de imprensa. “Pelo menos 20 milhões” de pessoas morreram desde o início da pandemia, afirmou ele.

Fim da emergência sanitária

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou, nesta sexta-feira (5), o encerramento da emergência sanitária de Covid-19. A ESPII (Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional) estava em vigor desde o dia 30 de janeiro de 2020.

O mundo registrou, neste período, 765 milhões de casos e 6,92 milhões de mortes, embora a organização estime que este número seja “várias vezes maior”.

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