O coronavírus infectou mais de 209 mil pessoas em Florianópolis desde o começo da pandemia. No entanto, em 2023 outro problema passou a tomar conta da cidade, a diarreia. Só para se ter uma ideia, este ano já são 5.532 pessoas com diarreia contra 1.746 com coronavírus.
Casos de diarreia não param de subir em Florianópolis – Foto: Freepik/Divulgação/NDOs números são tão graves que mostram que diariamente 158 novas pessoas recebem o diagnóstico de diarreia na cidade. No entanto, a dias com ainda mais infectados. Em 9 de janeiro, por exemplo, 250 pessoas foram diagnosticadas com diarreia, o maior número até o momento.
De acordo com os dados da sala de situação da Vigilância Epidemiológica da Capital, o Norte da Ilha de Santa Catarina permanece como o maior registro de casos, sendo 3.616 na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Norte e outros 1.916 na unidade do Sul.
SeguirVale ressaltar que o monitoramento das Doenças diarreicas agudas é realizado por meio das Unidades Sentinelas (UPA Norte e Sul).
Causador da epidemia de diarreia em Florianópolis
Resultados preliminares apontam que a epidemia de diarreia em Florianópolis é causada pelo norovírus.
De acordo com a prefeitura da capital, o desfecho ocorreu após análise das amostras enviadas para o laboratório de virologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da BiomeHub.
O norovírus foi identificado em 63% das amostras de fezes coletadas no Norte da Ilha de Santa Catarina, principal concentração de casos de diarreia.
Cuidados
- Lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel, especialmente antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular e preparar alimentos, amamentar e tocar em animais;
- Beber bastante água desde que seja filtrada, tratada ou fervida. Não consumir água sem saber a procedência;
- Não utilizar gelo de procedência desconhecida;
- Não consumir alimentos fora do prazo de validade, mesmo com boa aparência;
- Alimentos deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados, não devem ser consumidos;
- Não consumir alimentos em conserva se as embalagens estiverem estufadas ou amassadas;
- Evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos, principalmente carnes, pescados e mariscos, ou de procedência desconhecida;
- Embalar adequadamente os alimentos antes de colocá-los na geladeira;
- Não tomar banho em águas de praias impróprias/poluídas;
- Higienizar frutas, legumes e verduras com solução de hipoclorito a 2,5% (diluir uma colher de sopa de água sanitária para um litro de água por 15 minutos, lavando em água corrente em seguida para retirar resíduos);
- Lavar e desinfetar superfícies e utensílios usados na preparação de alimentos.