A evolução acelerada da pandemia, o surgimento da variante brasileira com transmissão comunitária já na cidade e um caso da variante inglesa tornam a luz vermelha ainda mais intensa em Joinville, no Norte de Santa Catarina.
Joinville já soma 758 mortes desde o início da pandemia – Foto: Carlos Jr./NDCom mais de 3,7 mil casos ativos, 758 mortes e sistema de saúde saturado, a maior cidade do Estado tem inúmeros desafios para vencer e, por isso, o município tem endurecido as medidas restritivas em uma tentativa de frear a disseminação do vírus. No entanto, o cenário é crítico. “O cenário é de guerra, as pessoas ainda não se atentaram porque, em tese, ainda estão circulando, não tiveram um parente muito próximo que caiu”, ressalta.
As novas variantes que surgem trazem à tona, novamente, a incerteza de como agem e como combatê-las. A variante inglesa, com caso suspeito detectado em um jovem de 26 anos em Joinville, pode se tornar predominante na comunidade em dois meses, é de 50% a 70% mais contagiosa e de 30% a 40% mais letal.
SeguirA evolução rápida para casos graves, ressalta o secretário, já é uma realidade na cidade. “Para ter uma ideia da gravidade, a pessoa está entrando caminhando no PA, com febre e falta de ar e em 48 horas ela está saindo em um tubo para um hospital, com respirador. Não estamos criando um cenário de guerra, ele está acontecendo”, alerta.
Jean reforça, ainda, que o município está fazendo os “últimos esforços” ao implantar leitos semi-intensivos e reforça que a situação das variantes era monitorada e, no caso da brasileira, prevista em fevereiro. As previsões se confirmaram e, além disso, Joinville detectou a inglesa, que desestabiliza o sistema imune com muita rapidez, salienta o secretário.
“Não temos suporte na rede pública e priva se, do dia para a noite, 100 pessoas precisarem de intubação. É um cenário crítico”, finaliza.