O que aconteceu com Cassio Machado?

Enquanto a autoridade não informa sobre a conclusão das investigações, é importante que a sociedade conheça os relatos

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O grupo voluntário denominado “Os Casos Raros” (oscasosraros@gmail.com) continua documentando relatos de problemas de saúde ocorridos em sequência à aplicação das vacinas de Covid. O grupo auxilia as famílias no registro dos casos no sistema da Anvisa, para que possam ser investigados.

Enquanto a autoridade não informa sobre a conclusão das investigações, é importante que a sociedade conheça os relatos. O que se segue foi feito pela mãe de Cassio Nunes Machado.

Vacinação contra a rubéola é obrigatória em Santa Catarina – Foto: Freepik/Divulgação/NDVacinação contra a rubéola é obrigatória em Santa Catarina – Foto: Freepik/Divulgação/ND

“Meu filho, Cassio Nunes Machado, um jovem saudável de 32 anos, sem vícios e muito trabalhador, foi inoculado com a segunda dose da vacina Pfizer em 30/08/2021, às 8h da manhã.

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Por volta das 16h, ele começou a passar mal, com dor no peito. Sentia dores no pescoço, muita dor de cabeça e dizia que até os dentes estavam doendo. No mesmo dia o levamos à emergência do posto de saúde.

Os médicos fizeram teste de Covid e deu negativo.A pressão arterial dele chegou a ficar 4/5. Tiveram que fazer duas adrenalinas nele, além de várias outras medicações. (…) Nos dias que se seguiram ele continuou se queixando de dores de cabeça e dores no peito.

Retornamos ao posto de saúde e o médico disseque era apenas uma enxaqueca. Como as dores não melhoravam, cinco dias depois o levamos a um médico particular, que também diagnosticou enxaqueca, e não reação da vacina, e apenas receitou Cefaliv.

Como ele não melhorava, pedi alguns exames como tomografia e ecocardiograma, mas o médico disse: ‘Vamos esperar até segunda-feira’. Era quinta-feira, eu queria muito ter feito os exames no meu filho. Eu não estava pedindo nada de graça. Penso que isso poderia ter ajudado a salvar a vida dele.

Foram 12 dias correndo com ele, e apenas escutávamos dos médicos que era “enxaqueca”. No dia 11/09/2021, sábado, logo após o almoço ele sentiu uma forte dor de cabeça e pediu para tomar um Cefaliv. Então, ele se deitou no sofá. Saí com minha filha e ele ficou em casa com meu esposo.

Liguei para ele às 13h e ele disse que a dor tinha melhorado um pouco.Por volta das 13h30, Cassio ainda estava deitado no sofá, usando o celular e conversando com os amigos, quando meu esposo ouviu um grito e o encontrou desacordado. Tentou reanimá-lo, mas ele não reagia. Junto com meu outro filho, meu marido levou o Cassio para o pronto socorro, mas ele já saiu de casa sem vida.

Na chegada ao pronto socorro eu vi meu filho Cassio. Ele estava com uma coloração arroxeada quase preta próximo às orelhas e costas. Tentaram reanimá-lo, deram choque, entubaram, mas nada adiantou. O médico nos chamou e informou que ele havia falecido. Nós perguntamos o que tinha acontecido e se isso era reação da vacina. O médico disse: ‘Foi uma morte súbita, a gente não sabe dizer o que foi’.”

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