O que é a ‘virose da mosca’ que atinge Fortaleza? Saiba se há casos em SC

Infecções registradas na Bahia e Ceará ganharam o noticiário na última semana 

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Redação ND Florianópolis

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Mais de dois mil moradores de Fortaleza, no Ceará, tiveram “virose da mosca” no mês de janeiro – o número é mais que o dobro do registrado em janeiro do ano anterior, segundo a prefeitura de Fortaleza. O termo ganhou o noticiário nas últimas semanas.

Apesar do nome, a virose da mosca nada mais é que um termo popular no Estado para as DDA (Doenças Diarreicas Agudas) – gastroenterites ou diarreias – cuja alta notificação chegou a ser considerada uma epidemia em Florianópolis, Capital de Santa Catarina.

Virose da mosca é sinônimo da DDA QUE que atinge SCMoscas podem “transportar” parasitas – Foto: Hippopx/Divulgação/ND

O termo se popularizou na região nordeste pois há uma coincidência do período chuvoso – onde é maior a incidência de moscas – com a época quando há mais casos de diarreia e vômito, destaca a Prefeitura de Fortaleza.

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Conforme a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), o termo não é comum em Santa Catarina. “Para nós são DDA (Doenças Diarreicas Agudas) mesmo que podem ser transmitidas por água ou alimentos contaminados”, destacou o órgão, em nota.

Até esta segunda-feira (14), pelos 7.914 casos de DDA foram notificados em Florianópolis, segundo a prefeitura da Capital. O Norovírus foi identificado como o responsável pela alta de casos.

“[Os parasitas] são transmitidos principalmente por via alimentar, mas podem ser propagados pela via hídrica e por aerossóis provenientes de fezes e vômito de pacientes infectados”, destaca a Secretaria de Saúde de Florianópolis.

Virosa da mosca

“A ‘virose da mosca’ não é transmitida apenas por este inseto. A transmissão ocorre, principalmente, por meio da contaminação de alimentos e água, o que pode acontecer através das mãos da própria pessoa ou de outras ou de insetos que transportem os microrganismos”, pontua o órgão municipal.

As moscas podem transmitir a doenças ao pousarem em áreas contaminadas e depois em alimentos. Assim, transportam microrganismos que levam doenças para dentro de sua casa.

“Devido seu hábito de transitar por diversos tipos de matéria orgânica (lixo, fezes, cadáveres) acabam transportando em suas pernas inúmeros tipos de patógenos, como vírus, bactérias, protozoários e ovos de helmintos (verminoses), sendo potenciais vetores na transmissão de doenças, especialmente diarreias e desconfortos intestinais”, destaca a secretaria de Saúde do município de Fátima.