O que é melzinho do amor? Vídeo de jovem drogando colegas da faculdade viraliza; entenda riscos

Vendido em sachês como estimulante sexual, o "melzinho do amor” pode ter consequências fatais

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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O vídeo (assista abaixo) de uma jovem drogando os colegas da faculdade com o “melzinho do amor” viralizou nas redes sociais e reacendeu um alerta: o que é a substância e qual o perigo de consumi-la?

Em vídeo, jovem mostra como enganou os colegas para que eles tomassem a substância sem saber – Foto: @flaviocostaf/Reprodução/NDEm vídeo, jovem mostra como enganou os colegas para que eles tomassem a substância sem saber – Foto: @flaviocostaf/Reprodução/ND

Nas imagens a jovem conta que irá “trollar” os colegas da faculdade com a droga. Ela coloca um sachê do “melzinho do amor” dentro de uma garrafa de refrigerante 600 ml, e escondido, oferece aos amigos.

Ela filma escondido os colegas tomarem e, em seguida, começarem a sentir os efeitos da droga. Aos poucos, os jovens começam a se abanar e sentir calor.

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O que é o ‘melzinho do amor’?

O “melzinho do amor” é vendido em sachês como estimulante sexual. Na embalagem, a composição registra substâncias como: café, extrato de caviar, ginseng, maçã, gengibre, canela, mel da Malásia e Tongkat Ali (Eurycoma longifolia).

No entanto, a análise do CIATox (Laboratório de Toxicologia Analítica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp) detectou também Sildenafila e Tadalafila, fármacos encontrados em medicamentos para disfunção erétil, vendidos somente com prescrição médica.

O uso dos princípios ativos da Sildenafila e da Tadalafila, ressalta o coordenador executivo do CIATox, José Luiz Costa, depende de avaliação médica prévia, sobretudo para pessoas que sofrem de problemas de saúde, como cardiopatias e hipertensão descontrolada.

Ele alerta que a utilização sem prescrição desses fármacos pode provocar efeitos indesejados graves, como o priapismo prolongado (uma ereção longa e dolorosa com risco de necrose do pênis) e lesão irreversível do membro. Para mulheres com problemas de saúde, como cardiopatias, também há riscos.

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