O vídeo (assista abaixo) de uma jovem drogando os colegas da faculdade com o “melzinho do amor” viralizou nas redes sociais e reacendeu um alerta: o que é a substância e qual o perigo de consumi-la?
Em vídeo, jovem mostra como enganou os colegas para que eles tomassem a substância sem saber – Foto: @flaviocostaf/Reprodução/NDNas imagens a jovem conta que irá “trollar” os colegas da faculdade com a droga. Ela coloca um sachê do “melzinho do amor” dentro de uma garrafa de refrigerante 600 ml, e escondido, oferece aos amigos.
Ela filma escondido os colegas tomarem e, em seguida, começarem a sentir os efeitos da droga. Aos poucos, os jovens começam a se abanar e sentir calor.
SeguirDrogando os amigos da faculdade com o “melzinho do amor” e filmando com uma câmera escondida a reação dos colegas.
A droga é proibida pela Anvisa, contém Sildenafila e Tadalafila e tem alto risco de efeitos colaterais graves, principalmente em jovens ou em indivíduos com… pic.twitter.com/imRP8BGwfH
— Flávio Costa (@flaviocostaf) December 19, 2023
O que é o ‘melzinho do amor’?
O “melzinho do amor” é vendido em sachês como estimulante sexual. Na embalagem, a composição registra substâncias como: café, extrato de caviar, ginseng, maçã, gengibre, canela, mel da Malásia e Tongkat Ali (Eurycoma longifolia).
No entanto, a análise do CIATox (Laboratório de Toxicologia Analítica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp) detectou também Sildenafila e Tadalafila, fármacos encontrados em medicamentos para disfunção erétil, vendidos somente com prescrição médica.
O uso dos princípios ativos da Sildenafila e da Tadalafila, ressalta o coordenador executivo do CIATox, José Luiz Costa, depende de avaliação médica prévia, sobretudo para pessoas que sofrem de problemas de saúde, como cardiopatias e hipertensão descontrolada.
Ele alerta que a utilização sem prescrição desses fármacos pode provocar efeitos indesejados graves, como o priapismo prolongado (uma ereção longa e dolorosa com risco de necrose do pênis) e lesão irreversível do membro. Para mulheres com problemas de saúde, como cardiopatias, também há riscos.