Às vésperas do Carnaval, momento de celebração e alegria, a SES/SC (Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina), emitiu um alerta sobre a importância da prevenção das ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), como o HIV, sífilis, HPV, hepatite A, entre outras, para garantir uma festa tranquila e segura.
PrEP é um medicamento anti-HIV, tomado de forma programada para evitar uma infecção pelo HIV caso ocorra uma exposição – Foto: Prefeitura de Murici/Divulgação/NDDe acordo com a SES, a utilização da camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais continua sendo a medida mais acessível, segura e eficaz para prevenir as ISTs e evitar gravidezes não planejadas.
Além disso, para o HIV, existem métodos adicionais de prevenção, como a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), que podem ser combinados com o uso do preservativo, e é daí que surge o nome de “prevenção combinada”.
SeguirPrevenção combinada
A prevenção combinada associa diferentes estratégias de prevenção ao HIV, em uma perspectiva voltada à saúde integral das pessoas. A premissa básica é de que a prevenção deve considerar as especificidades dos sujeitos e de seus contextos, as características individuais e o momento de vida de cada pessoa.
O uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção (biomédicas, comportamentais e estruturais), aplicadas em múltiplos níveis (individual, nas parcerias/relacionamentos, comunitário, social), deve estar centrado na pessoa, em seus grupos sociais e na sociedade em que ela se insere.
Segundo o Ministério da Saúde, as intervenções biomédicas são ações voltadas à redução do risco de exposição, mediante intervenção na interação entre o HIV e a pessoa passível de infecção.
Ações podem ser divididas em 3 grupos
Essas ações podem ser divididas em três grupos:
- intervenções biomédicas clássicas, que empregam métodos de barreira física ao vírus, já largamente utilizados no Brasil;
- intervenções biomédicas baseadas no uso de antirretrovirais;
- e intervenções biomédicas apoiadas na utilização de testes para diagnóstico oportuno.
Como exemplo do primeiro grupo, tem-se o uso de preservativos internos e externos e de gel lubrificante.
Os exemplos do segundo grupo incluem tratamento para todas as pessoas que vivem com HIV, além da PEP (Profilaxia Pós-Exposição) e da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). O terceiro grupo inclui os testes rápidos e o autoteste.
Mas afinal, o que é PEP e o que é PrEP?
Testagem rápida é uma das recomendações para quem teve exposição – Foto: Arquivo/ Agência Brasil/Divulgação/NDA PrEP é um método de prevenção ao HIV que consiste na ingestão de medicamentos que protegem o corpo da infecção em caso de possível contato com o vírus. O método pode ser utilizado por pessoas a partir dos 15 anos. Existem dois tipos de PrEP, a diária e a sob demanda.
Com relação à PEP, ela é uma medida de prevenção de urgência que deve ser utilizada após uma possível exposição ao HIV para reduzir o risco de infecção, esclarece a médica.
Ela também consiste no uso de medicamentos, mas deve ser iniciada preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição, não podendo ultrapassar 72 horas e precisa ser continuada por 28 dias.
Outra medida de prevenção que pode ser adotada antes da festa de Carnaval é a realização de testes rápidos para o diagnóstico de ISTs. Os testes são realizados nas unidades básicas de saúde de forma segura e sigilosa e ficam prontos em até 30 minutos.
Nas unidades de saúde também é possível ter acesso a PrEP, PEP e fazer a retirada de preservativos e lubrificantes. Só no mês de janeiro de 2024 a DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) distribuiu mais de 1 milhão de camisinhas para os municípios catarinenses já prevendo o Carnaval.